Domingo, 08 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de março de 2021
A China ultrapassou os Estados Unidos e a Índia e voltou a ser o país com a maior quantidade de vacinas contra a covid-19 aplicadas por dia na última semana, aponta balanço do Our World in Data.
O gigante asiático administrou uma média de 2,82 milhões de doses por na última semana, contra 2,51 milhões dos EUA e 2,31 milhões da Índia.
A Índia tinha superado a China no começo do mês, quando começo a acelerar a sua vacinação. O país passou de menos de 500 mil doses aplicadas por dia no fim de fevereiro para mais de 2 milhões atualmente.
A última vez que a China liderou a vacinação no mundo foi no início de fevereiro, segundo o projeto ligado à Universidade de Oxford.
Completam o top 10: Reino Unido (média de 591 mil doses por dia), Brasil (506 mil), Indonésia (422 mil), Rússia (408 mil), Turquia (256 mil), Alemanha (230 mil) e França (213 mil).
Os países estão aplicando uma média de 13,7 milhões de doses por dia, e com isso o mundo superou as 500 milhões de vacinas aplicadas até o momento.
Os EUA seguem à frente (133 milhões de doses administradas), seguido de China (91 milhões) e Índia (55 milhões) e Reino Unido (31 milhões).
Na sequência vêm Brasil (16,5 milhões), Turquia (14,2 milhões), Alemanha (11,7 milhões), Rússia (10,6 milhões), Israel (9,9 milhões) e Indonésia (9,7 milhões).
Vacina do Brasil
O Instituto Butantan, em São Paulo, anunciou, nesta sexta (26), que está desenvolvendo a Butanvac, nova candidata a vacina contra a covid-19. A vacina é a primeira, contra qualquer doença, a ser desenvolvida completamente no Brasil.
Segundo o diretor do instituto, os testes da vacina no País poderão começar em abril.
A pesquisadora Ester Sabino, da USP, que liderou a equipe a fazer o primeiro sequenciamento genético do coronavírus no Brasil, avalia que uma vacina nacional é importante justamente porque é necessário pensar a longo prazo no combate ao vírus – inclusive para futuras epidemias.
“É muito importante ter uma vacina nacional porque o problema ainda não acabou e, para o coronavírus, vai ser necessário pensar a longo prazo”, explica.
O infectologista Leonardo Waissmman, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), destaca que, com uma vacina totalmente nacional, o Brasil não dependerá de importação de matéria-prima, conhecida como Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). O IFA utilizado nas vacinas que estão sendo testadas e aplicadas no Brasil até o momento são importados da China.
Waissmman lembra, ainda, que não temos vacinas suficientes no País e que a Butanvac já considera a variante identificada pela primeira vez em Manaus (AM).
O diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que se a Anvisa autorizar, os testes, de fase 1 e 2 simultâneas, podem começar em abril.
Ainda não está totalmente claro quem vai poder participar. De acordo com o Butantan, os voluntários provavelmente terão que ter no mínimo 18 anos e não poderão ser de grupos prioritários.
A Butanvac será feita com as tecnologias de vírus inativado e de vetor viral. O modo de produção é semelhante ao da vacina da gripe que é produzida pelo Butantan – usando ovos no processo.
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