A expectativa é de que o total de vacinas entregues ao País pelo Butantan some 46 milhões até o dia 30 de abril. Mais dois envios de 2,5 milhões cada devem ser feitos nos dias 19 e 21 deste mês.
Para conseguir completar a entrega de 46 milhões de doses, prevista no primeiro contrato com o governo federal, o Instituto Butantan depende da chegada de um novo lote de insumo da vacina, que é importado da China.
Na semana passada, o Instituto anunciou que a remessa atrasada foi liberada e deve chegar em São Paulo até dia 20 de abril. No cronograma inicial, o Instituto deveria ter recebido a matéria-prima entre os dias 6 e 8 de abril.
“Dependemos da chegada desse IFA de 3 mil. Ele chega até dia 20. Estamos com expectativa de que chegue antes e vamos iniciar a produção rapidamente”, afirmou o diretor do Butantan, Dimas Covas, nesta quarta.
De acordo com o diretor, o Instituto irá acelerar o processo de envase e rotulagem, etapa final de produção da vacina, para conseguir cumprir a entrega prevista até o final do mês.
“Vinte dias de produção é o máximo. Estamos trabalhando com a possibilidade de encurtar o prazo de liberação”, afirmou.
Além desses três mil, um outro lote com a mesma quantidade ainda está em processo de autorização para ser importado.
“O segundo lote de 3 mil ainda não tem liberação. Estamos aguardando, o material está pronto, mas não temos autorização pra fazer a importação.”
Eficácia
Um estudo clínico final sobre a CoronaVac divulgado no fim de semana mostra que a eficácia da vacina é maior do que nos resultados iniciais divulgados entre dezembro e janeiro. O estudo foi feito pelo Instituto Butantan, que produz a vacina em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.
Segundo artigo científico encaminhado para revisão e publicação na revista científica Lancet, uma das mais respeitadas do mundo, a eficácia para casos sintomáticos de covid-19 atingiu 50,7%, ante os 50,38% informados inicialmente. Ou seja, a vacina reduz pela metade os novos registros de contaminação em uma população vacinada.
De acordo com o estudo, a eficácia da CoronaVac pode chegar a 62,3% com um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses da vacina.
Os comentários estão desativados.