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Saúde Confira perguntas e respostas sobre eficácia, quantidade de doses, origem e outras dúvidas sobre a terceira vacina a integrar o calendário de imunização contra a covid-19 no Brasil

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Essa passa a ser a norma utilizada pelos profissionais de saúde ao manusear o imunizante no País. (Foto: EBC)

Com a chegada ao Brasil do primeiro lote com um milhão de doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech, na quinta-feira, surgem questionamentos sobre a origem e eficácia do imunizante que será o terceiro a entrar no calendário de vacinação dos brasileiros. A vacina, que pode ser aplicada em pessoas a partir de 16 anos de idade, em duas doses, com intervalo de 21 dias entre elas, já tem registro para uso definitivo no Brasil concedido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Confira perguntas e respostas sobre o imunizante:

– Qual a origem da vacina da Pfizer/BioNTech? A ComiRNAty é uma vacina norte-americana que surgiu da parceria farmacêutica Pfizer com a empresa BioNTech. “Empresas de biotecnologia costumam desenvolver as moléculas, a parte inicial do produto, neste caso da vacina da covid-19, e se associam a uma farmacêutica mais comercial para realizar a produção em larga escala”, explica Ana Karolina Barreto Marinho, membro do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). A vacina é envolta em uma camada de gordura para não se degradar facilmente. “Por isso tem a exigência de temperatura de armazenamento para não ser degradada. É importante lembrar também que ela não muda o código genético de ninguém”, avalia Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

– Qual a eficácia da vacina da Pfizer? A ComiRNAty foi a primeira vacina contra a covid-19 a receber o registro da Anvisa para uso definitivo no Brasil. O registro estabeleceu o uso do imunizante na população acima ou igual a 16 anos de idade, sendo necessária a administração de duas doses com intervalo de 21 dias entre elas. A autorização teve como base os estudos de Fase 3 que apresentaram eficácia global de 95% em toda população do levantamento, incluindo análise em diferentes grupos étnicos e pacientes com condições clínicas de risco, sendo observada ainda uma eficácia de 94% em indivíduos acima de 65 anos.

– É uma vacina segura? Na opinião da diretora da SBIm, além de inovadora, é uma vacina segura. “Acredito que pode vir a ser uma nova linha de vacinas para outros imunizantes que surgirem futuramente. Além disso, como já foi explicado, a vacina da Pfizer/BioNTech não muda o código genético da pessoa, pois não entra no núcleo da célula, apenas induz a fabricação da proteína Spike pelo próprio corpo humano para estimular anticorpos e a imunidade celular a partir da proteína Spike fabricada por nós mesmos”, esclarece Mônica.

Por ser uma vacina nova, no entanto, exige vigilância reforçada. “O estudo de fase 4, após ser licenciada e passar por todas as fases de estudos 1, 2 e 3, vai mostrar o que acontece na vida real. Daqui para a frente, vamos acompanhar se aparecerá algum efeito adverso”, acrescenta a especialista da SBIm.

– Qual público pode receber a vacina da Pfizer/BioNTech? Embora no Brasil a imunização ainda não esteja sendo feita em adolescentes, a vacina pode ser aplicada em pessoas com idade igual ou acima de 16 anos de idade. “Está licenciada a partir dos 16 anos de idade poderão receber as duas doses da vacina. Por não ser feita de agente vivo ou atenuado, pode ser aplicada em qualquer público, desde pessoas com problemas crônicos de saúde, pessoas com câncer e outras imunodeficiências, sem qualquer limitação com relação a isso”, explica a especialista da Asbai.

A precaução, por falta de estudos concluídos, é o uso com menos de 16 anos, gestantes e mulheres amamentando. “No caso de gestantes, serão decisões especiais, por exemplo, gestante que é profissional de saúde e que tenha alguma comorbidade. Questões particulares entre a pessoa que receberá a vacina e o profissional de saúde”, acrescenta Ana Karolina.

Já a diretora da SBIm lembra que, em razão da relação entre covid-19 e partos prematuros e outras complicações na gestação, o Brasil incorporou as gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto/após o retorno ao trabalho) e lactantes (até 2 anos) no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a covid-19. “Elas poderão ser imunizadas com a vacina da Pfizer/BioNTech, desde que seja apresentada a recomendação médica”, acrescenta Mônica.

– A vacina da Pfizer/BioNTech é aplicada em dose única? Não. Assim como a Coronavac e a Oxford/Astrazeneca, o imunizante deve ser administrado em duas doses com intervalo de 21 dias. Já a segunda dose da CoronaVac precisa ser tomada entre 21 e 28 dias, e a de Oxford, após 12 semanas.

– A vacina tem autorização da Anvisa? Existem três vacinas com registro definitivo na Anvisa. São as vacinas da Pfizer/BioNTech, que foi a primeira, e as vacinas de Oxford/Astrazeneca e da Fiocruz, que são as mesmas vacinas, mas cada laboratório tem o seu registro. Já a Coronavac não tem registro, está apenas em uso emergencial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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