Também nesta segunda, Ghebreyesus anunciou o balanço de envios da aliança Covax Facility, consórcio liderado pela OMS para a oferta de vacinas a países pobres.
Segundo o chefe da iniciativa, mais de 50 milhões de doses foram enviadas para ao menos 121 países, mas a organização ainda enfrenta “sérias dificuldades de fornecimento”.
“Resolver esse dilema exige uma liderança corajosa das maiores economias mundiais”, disse Ghebreyesus.
O chefe da OMS agradeceu ao apoio do governo sueco que anunciou, nesta segunda, a doação de 1 milhão de doses da vacina de Oxford para o consórcio internacional.
A doação do país europeu segue uma tendência de outras nações que já anunciaram, nas últimas semanas, apoio à OMS com a doação de vacinas já contratadas, como a França, Nova Zelândia e Noruega.
Segundo mandato
O site especializado em saúde Stat News noticiou nesta segunda que Ghebreyesus planeja concorrer a um segundo mandato de cinco anos como chefe da agência.
As informações foram dadas com base em fontes e não foi confirmada pela equipe de Ghebreyesus.
O etíope se tornou em 2017 o primeiro africano a comandar a agência das Nações Unidas sediada em Genebra, e fez da cobertura de saúde universal sua prioridade
Diplomatas disseram à agência Reuters que o apoio de nações africanas a Ghebreyesus seria crucial para uma reeleição – mas que uma indicação da Etiópia seria difícil.
Isso porque ele foi acusado por militares do país de apoiar e tentar obter armas e apoio diplomático ao partido político predominante do Estado de Tigré, que está enfrentando forças federais.


Os comentários estão desativados.