Sexta-feira, 02 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Supermercados europeus ameaçam boicotar produtos do Brasil devido ao desmatamento da Floresta Amazônica

Compartilhe esta notícia:

Grupo enviou uma carta aberta aos parlamentares brasileiros criticando projeto que aumentaria o desmatamento

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Estudo inédito revela que o perfil da devastação mudou e as derrubadas estão concentradas em terras indígenas, unidades de conservação e florestas públicas não destinadas. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Grandes supermercados e produtores de alimentos europeus ameaçaram, nesta quarta-feira (05), boicotar produtos do Brasil por causa de um projeto de lei que, segundo eles, levaria a um desmatamento maior da Floresta Amazônica.

Em uma carta aberta aos parlamentares brasileiros, um grupo com 38 integrantes afirmou que considera “extremamente preocupante” o PL 510/21, em tramitação no Senado, que trata sobre a regularização de ocupação de terras públicas. A proposta é de autoria do senador Irajá (PSD-TO).

O projeto propõe, entre outras mudanças, o aumento da data-limite para que os ocupantes de terras da União possam pedir a regularização e a ampliação do tamanho das propriedades, sem necessidade de vistoria presencial do governo federal.

A proposta é, basicamente, uma reformulação do texto da MP (medida provisória) 910 – que foi publicada em dezembro de 2019, mas perdeu validade por não ter sido votada dentro do prazo limite, até maio de 2020 – e do PL 2.633/2020, que está na Câmara.

A MP 910 também ampliava os casos em que a vistoria poderia ser feita sem a presença de técnicos, estabelecendo averiguação via internet, com análise de documentos, cruzamento de dados e monitoramento via satélite.

Os signatários da carta já haviam manifestado oposição a essas propostas e afirmam que eles apresentam “ameaças potencialmente ainda maiores para a Amazônia que antes”.

O grupo é composto por grandes redes de supermercados britânicas como Tesco, J Sainsbury, Marks & Spencer, assim como a alemã Aldi.

Empresas de produção de alimentos como a National Pig Association, o fundo público de previdência sueco AP7 e outros gestores de investimentos também estão na lista.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pela segunda vez na história, Rio Grande do Sul registra mais mortes do que nascimentos
Rio Grande do Sul registra 6.159 novos casos de Covid-19 e mais 127 mortes provocadas pela doença
Pode te interessar