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Ciência Sonda da Nasa detecta zumbidos no universo além do Sistema Solar

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A Voyager 1 foi lançada em 1977 com a missão de explorar Júpiter e Saturno. (Foto: Divulgação/Nasa)

A sonda espacial Voyager 1, da Nasa (a agência espacial norte-americana), detectou uma classe de zumbidos no Universo fora do Sistema Solar. Segundo um novo estudo publicado na revista científica Nature Astronomy, os ruídos são constantes e resultado de emissões de onda de plasma e de gás interestelar. Eles foram capturados por um conjunto de instrumentos a bordo na nave, em especial o Plasma Wave Subsystem. Tal aparelho tem a função de analisar o ambiente em seu entorno, composto por duas antenas.

“[O som] é muito fraco e monótono, pois está em uma largura de banda de frequência estreita”, escreveu Stella Koch Ocker, cientista da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, responsável pela descoberta. “Nunca tivemos a chance de o analisar antes. Agora sabemos que não precisamos de evento fortuito relacionado ao Sol para medir o plasma interestelar”, adicionou Shami Chatterjee, pesquisador envolvido no estudo.

Dessa forma, as descobertas revelam um ambiente de partículas e radiação muito mais turbulento do que se imaginava. De acordo com os pesquisadores, a próxima do trabalho será analisar como o zumbido interage com a fronteira do Sistema Solar, conhecida como heliopausa.

Além disso, eles esperam reunir mais informações sobre a densidade do espaço interestelar e destacam a importância de missões futuras para trazer mais pistas sobre a origem de estrelas.

Relevância contínua da sonda espacial

A Voyager 1 foi lançada em 1977 com a missão de explorar Júpiter e Saturno, mas teve sua atuação ampliada pela agência espacial para estudar o espaço profundo. Em 2012, ela foi a primeira construção humana a atingir o meio interestelar, região além da influência do Sol marcada por baixa densidade de matéria.

Atualmente, ela se encontra a mais de 22 milhões de quilômetros da Terra. Por conta disso, sua capacidade de enviar dados é limitada, fornecendo cerca de 160 bits por segundo. Essas informações são recebidas pela Deep Space Network, rede internacional de comunicações e monitoramento de missões espaciais.

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