Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

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Agro Exportações do agronegócio gaúcho cresceram quase 9% no primeiro trimestre

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Entre janeiro e março, as vendas totalizaram US$ 2 bilhões

Foto: José Fernando Ogura/ANPr
Setores de carne (foto) e fumo puxaram o desempenho positivo. (Foto: EBC)

Após um ano afetado pela estiagem e pela pandemia do coronavírus, as exportações do agronegócio gaúcho iniciaram 2021 em alta. De janeiro a março, as vendas totalizaram US$ 2 bilhões, um aumento de 8,4% em valor (US$ 154,1 milhões) na comparação com o mesmo período no ano passado. As informações são da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão.

Em termos absolutos, os principais responsáveis pela recuperação foram os setores de fumo (mais US$ 77,2 milhões, ou 27,4%), carnes (mais US$ 59,8 milhões, ou 13,1%) e de cereais, farinhas e preparações (mais US$ 42 milhões, ou 20,9%).

Já o destaque negativo do primeiro trimestre ficou por conta do complexo soja, com uma redução absoluta de US$ 80,9 milhões na comercialização, queda de 21,9% na comparação com o ano anterior.

Dentre os principais destinos das exportações, a China segue em primeiro lugar (23,7% do total), mas foi a União Europeia a responsável pelo avanço mais significativo do período.

Carnes e fumo

O setor de carnes, em termos absolutos, foi o mais representativo nas exportações de janeiro a março, com um total de US$ 515,2 milhões. O incremento nas vendas de carne suína (mais US$ 39,6 milhões, ou 30,9%) foi o principal destaque do período e mantém a trajetória de alta iniciada ainda no primeiro trimestre de 2019, momento em que a China passou a importar um maior volume devido ao surto de Peste Suína Africana em seu território.

O segmento de fumo e seus produtos teve o melhor desempenho nas exportações para um primeiro trimestre em toda a série histórica, iniciada em 1997, com um total de US$ 359 milhões em vendas e destaque para o fumo não manufaturado (mais US$ 73 milhões, ou 28,5%).

Conforme o boletim, o resultado histórico está relacionado com o alongamento da janela de processamento no último ano em razão da pandemia, visto que, tradicionalmente, os três primeiros meses apresentam volumes menores que os demais períodos do ano.

(Marcello Campos)

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