Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de maio de 2021
Foi realizada nesta quinta-feira (20) a reunião de governadores com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, sobre a liberação de insumos para a produção de vacinas contra o coronavírus.
Os governadores João Doria (SP), Wellington Dias (PI), Flávio Dino (MA) e Waldez Góes (AP) participaram da conversa. Doria propôs que a compra de vacinas chinesas — que estão em aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) — seja feita pelo Fórum dos Governadores em vez de ser tocada pelo Ministério da Saúde.
O governador Flávio Dino disse que ataques feitos pelo governo federal, mais precisamente pelo presidente Jair Bolsonaro, à China não representam a opinião dos governadores.
O petista Wellington Dias pediu “ajuda humanitária” da China na venda de vacinas, fornecimento de insumos e transferência de tecnologia para que o próprio Brasil produza os insumos aqui no País.
O embaixador reforçou que está disposto a ajudar o Brasil a vencer a pandemia através da vacinação.
Insumos
Wanming, confirmou nesta quinta a liberação de novo lote do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima utilizada na produção de vacinas contra o novo coronavírus, ao País. De acordo com o embaixador, o lote será suficiente para fabricar 16,6 milhões de doses dos imunizantes CoronaVac e Oxford/AstraZeneca.
“Informei a liberação dos novos lotes de IFA para produzir no total 16,6 milhões de doses da CoronaVac e vacina AstraZeneca, que chegarão no Brasil nos próximos dias. A China, fraterna com o povo brasileiro, está comprometida em parceria de vacinas”, escreveu Wanming no Twitter.
Na última segunda (17), Doria havia anunciado que o Instituto Butantan, responsável pela produção da vacina CoronaVac, recebeu da China a previsão do envio de uma nova remessa de insumos ao Brasil para produção do imunizante. Um novo lote com 4 mil litros de matéria-prima, “capazes de produzir 7 milhões de doses da vacina”, estaria previsto para chegar na próxima sexta-feira (28).
Relação diplomática
Durante o encontro com o representante chinês, João Doria e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, reforçaram a urgência do envio de IFA ao Brasil.
Em 13 de maio, o instituto anunciou que iria parar a produção da CoronaVac por falta de insumos para a produção da vacina: “O Butantan aguarda autorização do governo chinês para a liberação de mais matéria-prima necessária para a produção da vacina. Questões referentes à relação diplomática Brasil x China podem, sim, estar interferindo diretamente no cronograma de liberação de novos lotes de insumos”.
Na ocasião, o governador de São Paulo atribuiu a dificuldade na exportação da matéria-prima a “entraves diplomáticos” em razão da postura do presidente Jair Bolsonaro e de integrantes do governo federal em relação ao país asiático.
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