Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de maio de 2021
A empresa Belcher Farmacêutica, representante do laboratório chinês CanSino Biologics, pediu autorização temporária do uso emergencial de sua vacina contra a covid-19, chamada Convidecia, para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Este imunizante é produzido a partir de um adenovírus humano não replicante e foi desenvolvido em parceria com a Academia de Ciências Médicas Militares da China.
O órgão regulatório brasileiro informou ter recebido a documentação no final da noite da última terça (18), e deverá se manifestar sobre o caso em até sete dias úteis.
De acordo com a Anvisa, serão analisados os dados obtidos dos ensaios clínicos da Convidecia desenvolvidos na Argentina, Chile, México, Paquistão e Rússia.
“No momento, está sendo feita a triagem para verificar se todas as informações para a avaliação da Agência foram devidamente apresentadas”, afirmou a Anvisa em um comunicado, acrescentando que os prazos para a decisão em relação ao pedido da CanSino, em caráter experimental, foram regulamentados pelas Lei 14.124, do último 10 de março.
O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, afirmou, em uma postagem no Twitter que a vacina CanSino é “eficaz com só uma dose” e já é aplicada em seu país de origem.
“O laboratório chinês Cansino já entrou contato com Min. de Saúde do Brasil e apresentou o pedido à Anvisa para autorização de uso emergencial no Brasil. A China está comprometida em continuar e ampliar a parceria de vacinas com o Brasil”, disse Wanming, utilizando na rede social emojis das bandeiras para representar o nome de cada país.
Antes da formalização do pedido, a Anvisa disse ter realizado duas reuniões com representantes do laboratório CanSino, sendo uma em 8 de março e a segunda em 15 de março, quando foram “apresentados os procedimentos necessários e as informações que a empresa deveria fornecer para que a Agência pudesse analisar o seu pedido”.
Vacina
Desenvolvido em parceria com a Academia de Ciências Médicas Militares da China, o imunizante contra o coronavírus da CanSino é produzido a partir de um adenovírus humano não replicante. Esta tecnologia de usar um vetor viral, editado geneticamente para conter partes do vírus da covid-19, é também adotada pela Covishield (Oxford/AstraZeneca/Fiocruz), pela Sputnik V (Instituto Gamaleya) e pela Janssen (Johnson & Johnson).
Os ensaios clínicos (em humanos) da vacina Convidecia foram realizados em inúmeros países, como Paquistão, Rússia, Chile, Argentina e México. Os dados obtidos nestes testes de Fase 3 é que serão analisados pela Anvisa, na hora de aprovar ou não o imunizante contra a covid-19 para os brasileiros.
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