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Economia Dólar sobe a R$ 5,06 e Bolsa cai após avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã

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Com o resultado, a moeda norte-americana passou a acumular alta de 0,65% na semana e de 2,20% no mês.

Foto: Freepik
Com o resultado, a moeda norte-americana passou a acumular alta de 0,65% na semana e de 2,20% no mês. (Foto: Freepik)

O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (27) em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,0607, em um dia marcado pela repercussão das negociações entre Estados Unidos e Irã, pela queda nos preços do petróleo e pelas discussões sobre a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 0,48%, aos 175.744 pontos.

Com o resultado, a moeda norte-americana passou a acumular alta de 0,65% na semana e de 2,20% no mês. No ano, porém, ainda registra recuo de 7,80%.

O Ibovespa, por sua vez, acumula queda de 0,26% na semana e de 6,17% em maio. Em 2026, o índice ainda apresenta valorização de 9,08%.

No cenário internacional, investidores acompanharam os desdobramentos das negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã. A expectativa de avanço nas conversas reduziu o temor de uma escalada militar no Oriente Médio e pressionou os preços do petróleo.

Mais cedo, a porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, afirmou que as negociações “estão progredindo bem” e disse que o presidente Donald Trump “deixou claras suas linhas vermelhas”.

O próprio Trump afirmou que o Irã demonstra interesse em fechar um acordo com os EUA, embora tenha ressaltado que as negociações ainda não foram concluídas.

Do lado iraniano, autoridades minimizaram o risco de uma nova guerra. O vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohamad Akbarzadeh, afirmou que “a possibilidade de guerra é baixa devido à fraqueza do inimigo”, acrescentando que as Forças Armadas seguem em alerta.

A avaliação predominante no mercado é de que a redução das tensões no Oriente Médio ajuda a diminuir preocupações sobre o abastecimento global de energia, o que contribuiu para a forte queda do petróleo nesta quarta.

Por volta das 17h15, o barril do Brent, referência internacional, recuava 4,63%, cotado a US$ 94,97. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, caía 4,76%, negociado a US$ 89,42.

O conflito entre EUA e Irã ganhou força no fim de fevereiro, após ataques americanos e israelenses contra alvos iranianos. Desde então, o mercado internacional vem reagindo à possibilidade de impactos sobre produção, exportação e transporte de petróleo na região.

No cenário doméstico, investidores também acompanharam as discussões políticas em Brasília, principalmente após a aprovação do texto-base da PEC que debate o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados.

A proposta prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial, além de estabelecer um período de transição de até 14 meses. O texto ainda precisa ser analisado pelo plenário antes de seguir para o Senado.

Na agenda econômica, o principal destaque foi a divulgação do IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país. O índice subiu 0,62% em maio, acima da expectativa do mercado financeiro, que projetava alta de 0,57%.

No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,64%, também acima da projeção de 4,59%, reforçando preocupações dos investidores com o comportamento dos preços e os próximos passos da política monetária brasileira.

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Evandro Carlos
27 de maio de 2026 19:15

Alguém vai pagar esta conta. Quem será? A classe política que não. Empresas Tb não pq repassarão os custos. Classe média alta não percebe isso. Ou seja, a base da pirâmide como sempre. Um tiro no próprio pé.

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