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Geral Foi dada a largada da corrida para cultivar maconha legalmente nos Estados de Nova York e Nova Jersey, nos Estados Unidos

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Estudo indica que autorização não intensificou o uso frequente e a dependência. (Foto: Unsplash)

Foi dada a largada da corrida para cultivar maconha legalmente nos Estados de Nova York e Nova Jersey, nos Estados Unidos. No condado de Orange, em Nova York, há planos para a construção de uma linha de cultivo e processamento de cannabis no terreno de uma antiga prisão estadual. Cerca de 40 quilômetros ao sul, em Nova Jersey, um complexo industrial que já pertenceu à gigante farmacêutica Merck (conhecida como MSD fora dos Estados Unidos) será convertido em um polo ainda maior de produção da erva. Em Winslow, Nova Jersey, a cerca de 50 quilômetros da cidade de Filadélfia, um novo complexo de cultivo interno acaba de realizar a primeira colheita.

O advento da legalização do uso adulto de maconha em Nova York e Nova Jersey é o sonho de qualquer empresário. Alguns estimam que o mercado potencial da região densamente povoada chegará a mais de US$ 6 bilhões em cinco anos. Mas a pressa para produzir em escala industrial evidencia uma outra realidade fundamental na região metropolitana de Nova York: a já existente escassez de maconha legal.

No mercado de uma década de cannabis medicinal de Nova Jersey, o abastecimento de flores secas de maconha, a parte mais potente da planta fêmea, raramente atendeu à demanda, de acordo com lobistas do setor e autoridades estaduais. Com o início da pandemia e a subsequente explosão da demanda, a erva ficou cada vez mais escassa, afirmaram pacientes e comerciantes.

A lacuna de fornecimento diminuiu desde que o inventário de flores de maconha e produtos feitos à base de extração de resinas da planta mais que dobrou no Estado, entre março do ano passado e abril deste ano. Ainda assim, pacientes e empresários afirmam que cepas mais populares de cannabis se esgotam com frequência nos dispensários.

“Há muito pouco estoque”, afirmou Shaya Brodchandel, diretor executivo da Harmony Foundation e presidente da Associação de Comércio Canábico de Nova Jersey. “Quase não existe atacado. Assim que colhemos, vendemos tudo direto no varejo.”

A Harmony comprou o terreno da Merk em Lafayette, Nova Jersey, no fim do ano passado e aguarda autorização para começar a construir suas instalações, afirmou Brodchandel.

Por ser ainda ilegal sob a lei federal, a maconha não pode ser transportada através de fronteiras estaduais. Produtos à base da erva devem ser produzidos e manufaturados nos mesmos Estados em que são comercializados.

Lei bancárias federais também tornam quase impossível para empresas canábicas obterem financiamentos convencionais, o que cria obstáculos para pequenas startups e vantagens para empresas multiestaduais e internacionais cheias de dinheiro para investir.

O Estado do Oregon, que emitiu milhares de licenças de cultivo após legalizar a maconha seis anos atrás, tem excedentes de produção da erva. Mas muitos dos outros 16 Estados onde a cannabis para uso não medicinal foi legalizada enfrentaram problemas de abastecimento similares aos de Nova York e Nova Jersey enquanto a produção aumentava lentamente para atender à demanda.

“Sempre falta flor nos mercados mais novos”, afirmou Greg Rochlin, diretor executivo da divisão Noroeste da TerrAscend, uma empresa canábica que opera no Canadá e nos Estados Unidos e este mês inaugurou o 17.º dispensário de maconha medicinal de Nova Jersey.

Em Nova York, onde o programa de cannabis medicinal é menor e mais restritivo do que em Nova Jersey, os produtos disponíveis incluem óleos, tinturas e flores picadas para uso com vaporizadores. Mas a venda de florescimentos de maconha a granel, para serem fumados, ainda é proibida, e apenas 150 mil dos 13,5 milhões de adultos com mais de 21 anos do Estado são registrados como pacientes. Com a modesta demanda, houve pouco incentivo para aumentar o fornecimento. Até agora. As informações são do jornal The New York Times.

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