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Brasil Ministério da Saúde já fala em compra de vacinas contra o coronavírus para 2022 e negocia com a Moderna

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A chegada do imunizante aos postos depende do Ministério da Saúde. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Diante do novo avanço da covid-19 e da possível necessidade de aplicar dose de reforço, o Ministério da Saúde declarou nesta sexta-feira (28) que tem negociado vacinas para 2022. A pasta, no entanto, ainda não estima a quantidade de imunizantes a serem adquiridos nem prevê quando os contratos devem ser assinados. Um dos laboratórios na mira é a norte-americana Moderna, mas o órgão não descarta outros.

“Nós estamos conversando com eles (Moderna). Já há uma aproximação não só com eles, mas com outros laboratórios numa possibilidade de oferta para o ano que vem”, afirmou o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz.

Neste mês, a empresa de biotecnologia anunciou a eficácia do imunizante contra a variante descoberta na Índia. O resultado se baseia em estudo preliminar da NYU Grossman School of Medicine e do NYU Langone Center. Já com uma dose de reforço, aplicada em quem completou o esquema vacinal, a vacina também protegeria contra as cepas oriundas do Brasil e da África do Sul.

O laboratório ainda não entrou com pedido de uso emergencial na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Aplicada em duas doses, a vacina usa a tecnologia do RNA mensageiro para coibir a infecção pelo novo coronavírus e o desenvolvimento de formas graves da doença. A vacina pode ser uma alternativa para vacinar jovens a partir de 12 anos, já que é segura e eficaz a partir dessa idade, segundo estudo divulgado na terça-feira.

Outra aposta do ministério é a antecipação de doses, como as 38 milhões da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, contratadas em março. O imunizante, administrado em dose única, pode ser uma estratégia eficaz para acelerar a imunização, barrar a terceira onda de covid-19 e mitigar os efeitos da crise sanitária.

No contrato assinado, a previsão de entrega é de 16,9 milhões de doses entre julho e setembro e 21,1 milhões de outubro a dezembro deste ano.

“Não há uma confirmação por parte do laboratório de antecipação dessas doses, mas é um pleito recorrente do Ministério da Saúde”, disse Cruz.

Com redução de 8,4 milhões de doses, a previsão atualizada para junho é de 43,8 milhões de doses. A principal justificativa é o atraso na produção pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por conta da falta de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA).

Trabalhadores da Educação

O Ministério da Saúde definiu, em nota técnica emitida nesta sexta a ordem de prioridade para vacinação de trabalhadores da Educação. Conforme o documento, professores de creches e pré-escolas deverão ser os primeiros da fila, e os da educação superior, os últimos. Segundo a assessoria do ministério, serão incluídos todos os profissionais que trabalham na Educação, não somente professores – como os da faxina, portaria e manutenção.

Além disso, a pasta autorizou que, depois da vacinação de profissionais de Educação, sejam vacinadas pessoas fora dos grupos prioritários, com idades de 18 a 59 anos. As pessoas deverão ser vacinadas em ordem decrescente de idade, ou seja: primeiro as mais velhas, depois as mais novas.

A imunização dos grupos não prioritários deverá acontecer ao mesmo tempo em que a vacinação dos grupos prioritários que vêm depois dos professores. Os profissionais da Educação são o 18º e o 19º grupos prioritários da imunização, conforme a edição mais recente do PNO (Plano Nacional de Operacionalização) da vacinação contra a covid-19.

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