Sexta-feira, 15 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Comissão da OAB aprova parecer contra ação de Bolsonaro para impedir restrições

Compartilhe esta notícia:

Presidente acionou o Supremo por medidas preventivas a Covid-19 adotadas por Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Norte

Foto: Alan Santos/PR
Presidente acionou STF por medidas preventivas ao Covid-19 adotadas por Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Norte. (Foto: Alan Santos/PR)

A Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) aprovou nesta sexta-feira (28), um pedido para entrar como parte interessada (amicus curiae) na ação movida pelo presidente Jair Bolsonaro contra decretos de Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Norte que estabeleceram “toque de recolher” e “lockdown” para frear o avanço da Covid-19.

O argumento é o de que a gravidade e a repercussão jurídica da matéria justificam a participação da entidade no processo. A medida ainda precisa ser submetida ao plenário da OAB.

O parecer elaborado pelo advogado Marcus Vinicius Furtado Coêlho, presidente da comissão, defende a manutenção das medidas restritivas. A justificativa é a de que, salvo em situações ‘excepcionais’, não cabe intervenção federal em atos normativos de governadores e prefeitos.

“Um postulado básico do federalismo é o reconhecimento da autonomia dos entes federados, a afastar a existência de hierarquia ou de subordinação entre eles. Em outros termos, as normas federais não são superiores às normas estaduais, distritais ou municipais. A validade dos atos normativos editados por cada esfera de governo é medida pelo respeito ao âmbito de suas atribuições, delimitado pela Constituição Federal”, diz o documento.

Na ação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), Bolsonaro pediu que uma decisão individual fosse tomada o quanto antes. O presidente afirma que as medidas são inconstitucionais por terem sido decretadas unilateralmente pelos governadores. O argumento do Planalto é o de que as decisões precisam passar pelo crivo do Poder Legislativo para entrar em vigor. A comissão da OAB discorda e diz que a proibição de circulação em períodos específicos não precisam de autorização legal.

“As medidas adotadas são comprovadamente eficazes na contenção do vírus e se destinam precipuamente a proteger a população do contágio, evitando o adoecimento e morte de mais brasileiros”, defende a comissão. A ação do presidente foi distribuída por sorteio ao ministro Luís Roberto Barroso.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Bairro de cidade do sul da China entra em confinamento por foco de coronavírus
Governadores vão ao Supremo em busca de “salvo-conduto” contra a CPI da Covid
Pode te interessar