Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de maio de 2021
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra câmbio ilegal de moeda estrangeira em Amparo (SP). De acordo com a investigação, o objetivo é apurar crimes contra o sistema financeiro e evasão de divisas com um prejuízo total de R$ 115 milhões. As atividades eram desenvolvidas sem a autorização do Banco Central.
No total, são cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas físicas e jurídicas de Amparo. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal de São Paulo. A operação recebeu o nome de “Cash Box” e as investigações começaram em 2020, a partir de informações compartilhadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
De acordo com a PF, o Coaf apontou irregularidades nas transações relacionadas a uma pessoa jurídica do município. Durante as investigações, a corporação identificou que a empresa investigada atuava no mercado de câmbio paralelo, comercializando dinheiro estrangeiro em espécie, “e também fazendo operações de dólar-cabo, para remessa de valores ao exterior”.
Segundo o relato do Coaf à Polícia Federal, foi registrada uma movimentação em espécie no valor de R$ 115,4 milhões em um intervalo de cinco anos, entre 2 de março de 2015 e 1º de junho de 2020. Além disso, em 2019, a empresa recebeu R$ 83 milhões, também em dinheiro.
O nome da operação, “Cash Box” (Caixa de recebimentos, em inglês), faz referência à empresa utilizada para as transações. Ela funcionava como um local para receber pagamentos. Os investigados vão responder por crimes contra instituição financeira com penas que podem chegar a 10 anos de prisão.
Tráfego ilegal de pessoas
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal (PF) em Oiapoque, no Amapá, contra investigados por intermediar o transporte ilegal de pessoas para trabalhar em garimpos clandestinos na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.
As buscas integram a operação Catraia, em referência à embarcação comum no tráfego fluvial de pessoas da região. A ação é decorrente de outras investigações da PF que encontraram indícios de migração ilegal, além de outros crimes como contrabando.
Os mandados foram cumpridos em residências de investigados, que não tiveram os nomes informados. A “Catraia” chegou aos suspeitos a partir de uma abordagem a embarcação ocorrida em 12 de maio, onde o piloto abandonou o barco no rio.
“No interior da embarcação foram localizados vários objetos, inclusive itens pessoais, que indicavam se tratar de um meio de transporte para garimpo, além de combustível, o que caracteriza o crime de contrabando. Com a avanço das investigações, a Polícia Federal identificou a suposta proprietária do barco, que havia pago quase 100 mil reais por ele, bem como o piloto que empreendeu fuga na ocasião”, completou a PF.
Os alvos da operação podem responder por desobediência, promoção de migração ilegal e contrabando de combustíveis com penas que podem chegar a 10 anos de prisão.
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