Quinta-feira, 01 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Casos de síndrome respiratória aguda grave voltam a crescer ou mantêm patamar alto na maioria dos Estados, incluindo o Rio Grande do Sul

Compartilhe esta notícia:

A informação consta em novo boletim da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

Pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) alertam que, na maioria dos estados brasileiros, os casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) retomam a tendência de crescimento ou se estabilizam em patamares elevados. A análise consta do boletim semanal InfoGripe, divulgado na sexta-feira (4) pela fundação.

O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, diz que o cenário pode ser parcialmente atribuído à retomada da circulação da população e pede que a flexibilização das restrições impostas para frear a transmissão do vírus seja reavaliada.

Gomes pede cautela com a flexibilização de medidas como o distanciamento para redução da transmissão da covid-19, enquanto a tendência de queda não se mantiver por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja patamares significativamente baixos. “É preciso também reavaliar as medidas flexibilizadas nos estados”, alerta em texto publicado pela Agência Fiocruz de Notícias.

A incidência de SRAG é considerada uma métrica para acompanhar a pandemia porque a covid-19 é a causa de 96% dos casos da síndrome que foram atribuídos a uma infecção viral e submetidos a testes.

A análise divulgada na sexta-feira é referente à semana de 23 a 29 de maio (Semana Epidemiológica 21) e revela agravamento na comparação com a semana anterior, quando cinco estados apresentavam queda na incidência da síndrome. No boletim divulgado na sexta, apenas Roraima manteve a tendência de redução nos casos respiratórios graves.

Gomes chama a atenção para o fato de Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins terem ao menos metade de suas macrorregiões com sinal de crescimento na incidência de SRAG.

A análise de longo prazo (seis semanas) indica aponta que a probabilidade de alta nos casos de SRAG passa de 95% no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. O mesmo percentual foi constatado em três capitais: Curitiba, Goiânia, Natal e São Paulo.

Quatorze das 27 capitais apresentam sinal de crescimento até a Semana Epidemiológica 21: Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Salvador (BA) e São Paulo (SP) apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo; e Fortaleza (CE) apresenta sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo.

Apenas quatro capitais registraram indícios de queda na tendência de longo prazo: Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ).

Assim como alertado para alguns estados, o Boletim mostra que oito capitais apresentam sinal de interrupção da tendência de queda ou manutenção de platô em valores ainda elevados. É o caso de Aracaju (SE), Belém (PA), Florianópolis (SC), Macapá (AP), plano piloto de Brasília e arredores (DF), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Teresina (PI). As informações são da Agência Brasil e da Fiocruz.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Médico gaúcho preso por assédio no Egito publica “pedido de desculpas” ao lado da vítima
Rio Grande do Sul registra 102 óbitos por coronavírus e 4.421 novos casos da doença neste sábado
Pode te interessar