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Brasil Bolsonaro faz “motociata” em São Paulo ao lado de apoiadores

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Bolsonaro agradeceu o convite dos manifestantes e disse: “Acelera para Cristo”. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro esteve em passeata pela cidade de São Paulo, manifestação organizada por integrantes de clubes de tiro e de motociclismo do interior de São Paulo e região. O ato começou na Zona Norte de São Paulo e seguiu pela Marginal do Tietê até a Rodovia dos Bandeirantes, onde o grupo continuou até o quilômetro 62, próximo a Jundiaí, interior do Estado, para depois retornar para a capital.

Ao sair para a “motociata”, acompanhado de um apoiador na garupa, Bolsonaro agradeceu o convite dos manifestantes e disse “acelera para Cristo”.

O número de manifestantes não foi confirmado pela PM. No entanto, o que se sabe é que a polícia teve de disponibilizar mais de 6 mil policiais militares para mitigar os impactos do ato no trânsito, uma vez que havia preocupação de a manifestação prejudicar o comércio neste 12 de junho, Dia dos Namorados, quarta data comercial mais importante do ano.

A Polícia Militar reforçou a vigília de pontes e viadutos por onde a motociata passou, para evitar que objetos fossem arremessados nos manifestantes. O ato foi divulgado por parlamentares da base aliada ao presidente e grupos que, em São Paulo, vinham organizando protestos contra o governador João Doria (PSDB) ao longo da semana.

No fim do ato, marcado para o Ibirapuera, um dos grandes símbolos da capital paulista, dois drones foram usados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para acompanhar a manifestação.

Presidente é multado

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), três ministros e outros cinco deputados foram multados por equipes de saúde e segurança pública de São Paulo por não usarem máscara durante um passeio com motociclistas realizado na capital paulista na manhã de sábado (12).

Pela manhã, o presidente Bolsonaro, o filho Eduardo, e ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, foram multados. À tarde, foi a vez de Ricardo Salles, do Meio Ambiente, Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, e os deputados federais Carla Zambelli, Cezinha de Madureira, Coronel Tadeu e Hélio Lopes, além do deputado estadual Gil Diniz.

Cada um deles foi multado em R$ 552,71 por desrespeito a um decreto estadual que obriga o uso da máscara para prevenir a propagação do coronavírus.

Segundo o governo do estado, os dez receberam um auto de infração aplicando a multa e apontando a “necessidade da manutenção das medidas preventivas já conhecidas e preconizadas pelas autoridades sanitárias internacionais, como uso de máscara e distanciamento social”.

O uso de máscaras é obrigatório no Estado de São Paulo desde maio de 2020, conforme um decreto estadual e uma resolução da secretaria da Saúde.

Nesta semana, Bolsonaro voltou a defender a desobrigação da máscara para vacinados e pessoas que já contraíram a doença. Na quinta (10), o presidente disse que pediu ao ministro da Saúde um “parecer” para desobrigar o uso.

“Na cidade de São Paulo a máscara é obrigatória. É lei e vai continuar a ser. Sobretudo, nós, autoridades, temos que dar o exemplo”, afirmou Aparecido.

A medida que estabelece que a pessoa que for vista sem máscara em espaços públicos e particulares de uso comum vale desde 2 de julho de 2020. A pessoa que estiver sem o item deve ser multada em cerca de R$ 500.

Já os estabelecimentos comercias vão pagar R$ 5.025 para cada pessoa que estiver no local sem a proteção. Há ainda a previsão de uma multa de R$ 1.380,50 se o estabelecimento não afixar placas que informam sobre a obrigatoriedade da máscara.

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