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Saúde AstraZeneca diz que o tratamento com anticorpos não impediu a Covid-19 sintomática

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Empresa afirmou que fará mais testes com este tratamento para ver se ele pode ser usado para prevenir a Covid-19 sintomática em pessoas ainda não infectadas

Foto: Reprodução
Empresa afirmou que fará mais testes com este tratamento para ver se ele pode ser usado para prevenir a Covid-19 sintomática em pessoas ainda não infectadas. (Foto: Reprodução)

A AstraZeneca anunciou nesta terça-feira (15) que o tratamento que combina anticorpos, chamado AZD7442, não teve sucesso na prevenção da Covid-19 sintomática após a exposição ao vírus.

Em um teste chamado “Storm Chaser”, a empresa testou a combinação de anticorpos para ver se evitava a Covid-19 sintomática após uma pessoa não vacinada ter sido exposta ao vírus nos últimos oito dias. O tratamento reduziu o risco de desenvolver sintomas em 33% em comparação com o placebo, mas isso não foi considerado estatisticamente significativo.

O ensaio incluiu 1.121 participantes. Desse total, houve 23 casos de Covid-19 sintomática em 749 pessoas que receberam a droga e 17 casos entre outras 372 que receberam placebo.

Entre aqueles com teste negativo para o novo coronavírus no momento em que receberam o tratamento, o risco de desenvolver sintomas foi reduzido em 92% em comparação com o placebo mais de sete dias após o tratamento, e em 51% até sete dias após o tratamento.

A empresa afirmou que fará mais testes com este tratamento para ver se ele pode ser usado para prevenir a Covid-19 sintomática em pessoas que ainda não estão infectadas. A farmacêutica também estuda a droga como tratamento para prevenir doenças mais graves.

“Os resultados do Storm Chaser sugerem que o AZD7442 pode ser útil na prevenção de Covid-19 sintomática em pessoas que ainda não estão infectadas”, disse o Dr. Myron Levin, o principal investigador do estudo, no site da AstraZeneca.

“Embora os esforços de vacinação contra a Covid-19 tenham sido bem-sucedidos, ainda há uma necessidade significativa de opções de prevenção e tratamento para certas populações, incluindo aquelas que não podem ser vacinadas ou aquelas que podem ter uma resposta inadequada à vacinação”, acrescentou.

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