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Economia Confiança da indústria brasileira sobe pelo segundo mês seguido e atinge a maior pontuação desde fevereiro

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Setores que vão da indústria farmacêutica ao comércio de rua sentem falta de itens. (Foto: Miguel Ângelo/CNI)

O ICI (Índice de Confiança da Indústria), calculado pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getúlio Vargas), subiu 3,4 pontos na passagem de maio para junho deste ano. Essa foi a segunda alta consecutiva. O indicador atingiu 107,6 pontos, o maior patamar desde fevereiro deste ano (107,9 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 1,1 ponto.

“Pelo segundo mês consecutivo, houve melhora na confiança da indústria influenciada pelo avanço das expectativas em relação aos próximos meses. A recuperação das economias externas e o avanço do processo de vacinação no país contribuem para o aumento do otimismo das empresas. Apesar disso, é preciso cautela considerando que o setor ainda enfrenta dificuldades ainda com a escassez de insumos, aumento dos custos que incluem a mudança de bandeira para a energia elétrica, podendo ser fatores limitadores para uma recuperação mais robusta no segundo semestre”, comenta Claudia Perdigão, economista do Ibre-FGV.

O resultado do mês é influenciado tanto pela melhora da situação corrente quanto pelo aumento do otimismo em relação aos próximos meses. Após cinco quedas consecutivas, o Índice Situação Atual (ISA) subiu 1,8 ponto, para 111,3 pontos. A melhora das perspectivas ocorre em 13 dos 19 segmentos pesquisados, o Índice de Expectativas (IE) subiu 5,0 pontos para 104,0 pontos sendo o segundo mês consecutivo a registrar variação positiva após quatro meses de queda.

Entre os quesitos que compõem o ISA, apenas nível de estoques apresentou queda (6,3 pontos), retornando para 106,7 pontos, menor nível desde agosto de 2020. Os indicadores para demanda total e situação atual dos negócios subiram 6,5 e 4,9 pontos, respectivamente, para 113,6 e 112,5 pontos. Com esses resultados, a demanda total retorna ao nível de janeiro, enquanto a situação atual dos negócios aproxima-se do valor de dezembro de 2020.

Dos indicadores que integram o IE, a produção prevista para os próximos três meses foi o que mais contribuiu para o aumento confiança em junho ao subir 7,8 pontos para 100,9 pontos, maior valor desde janeiro (101,8). O indicador que captura o emprego previsto para os próximos três meses aumentou 5,4 pontos, para 106,9, recuperando 76,1% da queda sofrida entre janeiro e maio de 2021. A tendência dos negócios para os próximos seis meses variou 1,7 ponto, para 104,0 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada subiu 1,6 ponto percentual, para 79,4%, maior valor desde janeiro (79,9%). As informações são do Ibre-FGV.

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