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Economia Dólar abre a semana cotado a 4 reais e 92 centavos

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Antes, o investimento além das fronteiras se resumia a compras de moeda, de ações listadas fora do País ou de uma casa em Miami, mas esse portfólio se sofisticou. (Foto: EBC)

Em um dia de oscilações no mercado financeiro, o dólar teve pequena queda e a bolsa encerrou com pequena alta. Apesar de os investidores analisarem o impacto da proposta de reforma tributária, apresentada na sexta-feira (25), o dia favorável no mercado internacional contribuiu para consolidar os ganhos da bolsa e o recuo da moeda norte-americana.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (28) vendido a R$ 4,928, com queda de 0,19%. A cotação iniciou o dia em alta, chegando a R$ 4,97 pouco após a abertura das negociações, mas recuou durante a tarde até encerrar próxima da mínima do dia.

A divisa acumula queda de 5,68% em junho. No ano, o recuo é um pouco menor: 5,03%.

No mercado de ações, o dia foi de ganhos, após um início tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 127.419, com alta de 0,17%. O indicador começou a sessão em alta, passou a cair ainda durante a manhã e operou com valorização perto do fim das negociações.

Na sexta-feira, o Ibovespa caiu 1,74% e o dólar subiu 0,67% após o anúncio da segunda fase da reforma tributária. Na avaliação dos investidores a tributação de dividendos e a mudança na alíquota de diversas aplicações, privilegiando os investimentos de curto prazo, podem reduzir o investimento no mercado financeiro.

Em contrapartida, o recorde em dois índices do mercado norte-americano, o Nasdaq (das empresas de tecnologia) e o S&P 500 (das empresas industriais), e a queda nos rendimentos dos títulos públicos nos Estados Unidos impulsionaram o mercado financeiro. A queda nas taxas dos títulos do Tesouro norte-americano favorece países emergentes, como o Brasil.

Nesta segunda-feira, investidores ficaram de olho no avanço da covid no mundo e também na CPI da Covid e na reforma tributária.

Neste começo de semana, fatores internos – a má recepção à proposta de tributação apresentada pelo governo na última sexta, mesmo dia em que houve desdobramentos negativos na CPI da Covid, com potencial para dificultar a governabilidade de Jair Bolsonaro –, preocuparam o mercado. Teme-se que o desgaste do presidente e novas fissuras em sua base de apoio no Congresso atrapalhem a votação de reformas. O vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), protocolou notícia-crime contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal sobre suposto caso de prevaricação relacionadas à aquisição da Covaxin. As informações são da Agência Brasil, da agência de notícias Reuters e do jornal O Estado de S. Paulo.

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