Sábado, 05 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Copa América 2021 Juiz dá 48 horas para a CBF explicar falta da camisa 24 na seleção brasileira na Copa América

Compartilhe esta notícia:

A equipe do Brasil é a única cuja numeração dos jogadores pula do número 23 para o 25. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O juiz Ricardo Cyfer, da 10ª Vara Cível do Rio de Janeiro, determinou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) explique, em 48 horas, a ausência do número 24 em meio às camisas da seleção brasileira na Copa América. Dentre todas as equipes que participam do torneio, a do Brasil é a única cuja numeração dos jogadores pula do número 23 para o 25, aponta o grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT (autor da ação).

A entidade acionou a Justiça fluminense apontando que o fato de a seleção brasileira ser a única que não usa o número 24 nos uniformes, ‘deve ser entendido como uma clara ofensa a comunidade LGBTIA+ e como uma atitude homofóbica, considerando a conotação histórico cultural que envolta esse número de associação aos gays’.

“Tem se mostrado cada vez com maior clareza o importante papel que a adoção de medidas afirmativas no âmbito das práticas esportivas exercem para o incremento dessa luta (da comunidade LGBTQIA+ ), com ênfase para aqueles esportes tradicionalmente considerados no universo masculino. E, como no Brasil a popularidade do futebol, esporte que ainda se insere nessa tradição masculina, ainda não foi suplantada por outro, sobressai-se a importância da adoção dessas medidas no contexto das suas competições”, ressaltou o Ricardo Cyfer na decisão.

Na ação apresentada à Justiça fluminense, o grupo LGBTIA+ apontou que os espaços futebolísticos são culturalmente e historicamente homofóbicos, ressaltando que o posicionamento de clubes e confederações é primordial no combate tal discriminação, ‘visto que desmotiva quem acha que o futebol é um espaço de intolerância onde se pode discriminar livremente’. “É inadmissível o retrocesso”, frisou o grupo Arco-Íris.

Nesse contexto, a ação sustenta que a CBF tem papel preponderante no debate sobre a homofobia no futebol. “É dela a responsabilidade de mudar esta cultura dentro do futebol. Quando a CBF se exime de participar, a torcida entende que é permitido, que é aceitável, e o posicionamento faz com que, aos poucos, esta cultura mude”, ressalta a petição inicial.

O documento indica que diferentes exemplos ‘demonstram como o preconceito e a discriminação à população LGBTI+ estão enraizados no futebol brasileiro e são implementados através de políticas e práticas constantes pelos clubes e pela CBF’.

De acordo com a decisão dada pelo juiz da 10ª Vara Cível do Rio, a CPF terá de responder cinco questionamentos feitos pelo grupo Arco-Íris: Se a não inclusão do número 24 no uniforme oficial nas competições constitui uma política deliberada da interpelada; Em caso negativo, qual o motivo da não inclusão do número 24 no uniforme oficial da interpelada; Qual o departamento dentro da interpelada, que é responsável pela deliberação dos números no uniforme oficial da seleção;  Quais as pessoas e funcionários da Interpelada, que integram este departamento que delibera sobre a definição de números no uniforme oficial;  Se existe alguma orientação da FIFA ou da CONMEBOL sobre o registro de jogadores com o número 24 na camisa.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Copa América 2021

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Brasil pega o Chile nas quartas de final da Copa América e só pode encontrar a Argentina na final; veja datas e chaveamento
Pode te interessar