Sábado, 19 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2021
O exército da França testou nesta quarta-feira (7) um canhão movido a laser para destruir drones. A intenção do governo é usar a tecnologia para proteger o país nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024.
O Ministério das Forças Armadas disse que o teste, conduzido perto da costa atlântica no sudoeste francês, foi o primeiro na Europa, acrescentando que os Estados Unidos e Israel também estão trabalhando em armas semelhantes, inspiradas no filme “Guerra nas Estrelas”.
A França planeja usar o sistema, desenvolvido pela startup local Cilas com fundos públicos, para proteger bases militares e usinas nucleares, assim como grandes eventos, contra pequenos drones voando baixo que podem escapar da detecção de radar. “Nosso objetivo é ter um sistema totalmente operacional a tempo para os Jogos Olímpicos de Verão de 2024”, disse um porta-voz do ministério.
O protótipo testado nesta quarta-feira pode detectar drones comerciais leves a uma distância de até 3 km (1,8 milhas), rastreá-los e destruí-los assim que se aproximarem a 1 km do canhão. Seu raio laser é um milhão de vezes mais poderoso do que o usado por leitores de código QR, informou o ministério.
“Precisamos nos adaptar a uma ameaça em constante mudança e à capacidade cada vez maior dos drones de escapar de dispositivos de interferência ou escudos convencionais de mísseis”, completou o porta-voz do governo francês.
O ministério disse que também lançou licitações para o desenvolvimento de um canhão de ondas magnéticas e drones interceptores devido à crescente ameaça de ataques com enxames de drones.
Finanças
Para receber os Jogos Olímpicos de 2024 sem quebrar as finanças públicas, multiplicar os estádios subutilizados e as arenas abandonadas, Paris se prepara para refundar o maior evento do esporte mundial. Se de fato concretizar a ambição de receber o evento dentro de sete anos, o que será decidido em setembro, em Lima, no Peru, a capital francesa será a primeira a organizá-lo segundo a Agenda 2020 do Comitê Olímpico Internacional (COI). Trata-se da primeira tentativa séria de reduzir os custos da organização, que extrapolam há 30 anos.
Cem anos depois de receber o evento pela última vez, Paris enfim venceu a disputa, após quatro derrotas – a mais dolorida para Londres/2012. Com um projeto orçado em 6,2 bilhões de euros (R$ 23 bilhões), a capital da França usará 93% de estruturas já existentes e construirá uma Vila Olímpica que, após os Jogos, será transformada em habitações para famílias de baixa renda. A ideia é aproveitar o evento para, além de beneficiar Paris, completar a transformação da cidade de Saint-Denis.
O objetivo de respeito ao orçamento e de uma organização respeitosa do meio ambiente faz parte do caderno de encargos apresentado pela prefeitura de Paris. “Muitas cidades abandonaram a disputa, na Europa e além dela, porque as opiniões públicas não estão mais convencidas, mesmo que os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos continuem a ser o evento planetário mais importante”, reconheceu a prefeita Anne Hidalgo. As informações são da agência de notícias Reuters e do jornal O Estado de S. Paulo.
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