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Política Presidente da Câmara dos Deputados vai abrir nova frente de negociação com o Supremo e o Tribunal Superior Eleitoral

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Lira anunciou que vai levar o texto da PEC do voto impresso para o plenário mesmo após ter sido recusado na comissão especial

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Lira se reuniu com parlamentares da bancada da Bahia. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Apesar de ter levado a proposta de emenda constitucional que estabelece o voto impresso ao plenário da Câmara e ter trazido para o Legislativo a solução do impasse, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, vai abrir uma nova frente de negociação com o STF (Supremo Tribunal Federal) e com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para evitar que o texto aprovado seja rejeitado pelo Judiciário.

Lira e lideranças do Centrão no Congresso querem evitar que ocorra o mesmo episódio de anos atrás, quando o Congresso aprovou a criação de tribunais regionais federais mas o Judiciário se recusou a implementar por questões orçamentárias.

“Aprovar não significa implementar por isso todos precisam participar da negociação”, disse o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros. De acordo com ele, a ideia é que o Congresso intermedeie a negociação com o Executivo e o Judiciário para que seja aprovado um texto acordado entre ambos. “Mas para isso é preciso que os dois lados cedam”, afirmou.

Barros disse que esse é um dos motivos por que o Palácio do Planalto evitará fazer um rolo compressor para aprovar a medida. “Não adianta solução de derrotados e vitoriosos. Não haverá rolo compressor. Queremos um meio termo, um texto acordado”, afirmou.

Sua aposta é de que com ajustes o texto passe pelo plenário com o aval do Executivo e do Judiciário. “Com ajuste pode até passar por acordo. Hoje o resultado é imprevisível. Não dá pra saber se tem os 308 votos necessários para a aprovação.”

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2 Comentários
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Salus Miranda
8 de agosto de 2021 13:16

Se aprovado vira um remendão que não atingirá seu propósito.

Jose Lovatto
8 de agosto de 2021 18:04

E de estranhar STF e STE unidos contra a democracia na transparência dos votos, com eco nos partidos de esquerda, comunistas e contra o Brasil, aí menor contra tudo que interesse ao melhor futuro para o Brasil.

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