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Economia Dólar fecha em forte queda e volta a ficar abaixo de 5 reais e 30 centavos

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Em 2021, companhias de todo o mundo levantaram US$ 12,1 trilhões vendendo ações. (Foto: EBC)

O dólar fechou em forte queda nesta terça-feira (24), com o real liderando os ganhos nos mercados globais de câmbio em meio a um alívio em temores fiscais domésticos. A moeda norte-americana recuou 2,20%, cotada a R$ 5,2616. Na segunda-feira, o dólar fechou estável, a R$ 5,3802. No mês, a divisa acumula alta de 1,43%. No ano, o avanço é de 1% ante o real.

O segundo dia seguido de alta nas commodities deu sua contribuição para a queda do dólar por aqui – e também no mundo –, além do pregão de otimismo nas bolsas de Nova York, mas foram comentários do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que soaram como música para o mercado.

Em evento da XP voltado para investidores, Lira descartou que o Congresso vá aprovar medidas que vão contra a responsabilidade fiscal ou calote no caso dos precatórios, para cujo problema ele garantiu que haverá solução dentro do teto de gastos. O presidente da Câmara também assegurou que nunca ouviu da equipe econômica qualquer proposta para retirada do pagamento dos precatórios do teto – instrumento que limita aumento das despesas públicas.

“A fala do presidente da Câmara trouxe alguma resposta para essa incerteza que o mercado tem demonstrado sobre o fiscal”, disse Lucas Schroeder, diretor de operações da Câmbio Curitiba. “O investidor começa a ganhar confiança de novo no mercado brasileiro, desmontando posições a favor do dólar”, completou.

O contexto doméstico vem pressionando o dólar, mas um grande teste para a moeda norte-americana ocorrerá na sexta-feira, quando todos os holofotes do mercado financeiro global estarão voltados para o discurso virtual do líder do banco central dos EUA (Fed), Jerome Powell, no famoso simpósio econômico anual de Jackson Hole, nos EUA.

Investidores aguardam para ver se o Fed dará alguma indicação mais clara sobre quando começará a cortar estímulos monetários – os mesmos que inundaram o mundo de liquidez em 2020 e ajudaram a evitar uma ascensão ainda maior do dólar no Brasil e lá fora.

Já a Bolsa de valores teve a maior alta diária em sete meses e reduziu as perdas em agosto. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta terça-feira (24) aos 120.211 pontos, com alta de 2,33%. Esse foi o maior ganho diário desde 28 de janeiro, quando o indicador tinha subido 2,59%.

O mercado foi embalado pelo otimismo internacional. Nos Estados Unidos, os índices S&P 500 (das 500 maiores empresas) e Nasdaq (das empresas de tecnologia) voltaram a bater recordes, influenciados pela aprovação definitiva pelo FDA (agência de medicamentos norte-americana) do registro da vacina da Pfizer contra a covid-19. A medida aumentou a confiança na recuperação da maior economia do planeta.

Na China, a ausência de transmissão local de casos de covid-19 voltou a animar os mercados de commodities (bens primários com cotação internacional), principalmente de ferro e de petróleo. A valorização desses produtos beneficia países exportadores de bens agrícolas e minerais, como o Brasil. As informações são do portal de notícias G1 e da Agência Brasil.

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