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Mundo Estados Unidos admitem erro em ataque a carro com drone no Afeganistão que matou 10 civis, incluindo crianças

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Afegãos em frente a casa atingida após ataque de drone na capital do Afeganistão, em 29 de agosto. (Foto: Reprodução)

O Pentágono admitiu nesta sexta-feira (17) que o ataque com drone feito pelos EUA a um carro que supostamente seria ocupado por um integrante do Estado Islâmico, no Afeganistão, em 29 de agosto, foi um engano, e que dez civis foram mortos, incluindo sete crianças.

Na ocasião, oficiais norte-americanos justificaram o ataque dizendo que ele seria necessário para evitar um ato terrorista. Mas uma investigação do jornal The New York Times, agora confirmada por militares, apontou que o carro atingido não continha uma bomba, como tinha sido afirmado.

“Ofereço minhas profundas condolências às famílias e aos amigos daqueles que foram mortos”, disse o general Kenneth F. McKenzie Jr., comandante do Comando Central dos Estados Unidos, ao admitir o erro em uma entrevista coletiva.

Também reiterando o que havia informado o jornal, o general acrescentou que o motorista do veículo, Zemari Ahmadi, de 43 anos, era um colaborador de longa data de um grupo de ajuda comandado pelos Estados Unidos, o Nutrition and Education International, onde atuava como engenheiro elétrico, sem qualquer ligação com o Estado Islâmico.

A investigação indicou que a carga no porta-malas do Toyota branco que ele dirigia, provavelmente, era de garrafas de água e que o carro nunca proporcionou qualquer tipo de risco.

Uma explosão, ouvida nas proximidades de onde ele esteve a pedido de seu chefe naquela manhã para buscar um laptop, teria sido causada por um tanque de propano ou combustível, sem qualquer conexão com a presença de Ahmadi na região.

O militar afirmou que o ataque foi realizado “pela profunda convicção” de que o Estado Islâmico estava prestes a atacar o aeroporto de Cabul novamente, como havia feito três dias antes, quando morreram 140 pessoas, incluindo 13 militares norte-americanos.

Oficiais do Pentágono reconheceram que a investigação do The New York Times e de outros órgãos de imprensa forneceram “valiosas evidências” que os ajudaram a reavaliar seu julgamento incorreto sobre o risco representado pelo veículo atacado pelo drone.

“Em um ambiente dinâmico de alta ameaça, os comandantes em campo tinham autoridade apropriada e tinham razoável certeza de que o alvo era válido, mas após uma análise mais profunda pós-ataque, nossa conclusão é que civis inocentes foram mortos”, disse o general Mark A. Milley, presidente da Junta de Chefes de Estado-Maior em um comunicado.

“Esta é uma terrível tragédia de guerra e é de partir o coração e estamos empenhados em ser totalmente transparentes sobre este incidente”, acrescentou. As informações são do portal de notícias G1.

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