Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de dezembro de 2021
A ex-ministra social-democrata Franziska Giffey foi eleita prefeita de Berlim, na terça-feira (21), com um plano para acelerar a construção de moradias, diante da alta dos aluguéis.
Giffey, de 43 anos, participou do governo de coalizão liderado por Angela Merkel entre 2018 e 2021 e é a primeira mulher a governar a capital alemã. Há duas décadas, os social-democratas (SPD) estão no comando.
Entre 1947 e 1948, quando a cidade estava dividida em quatro setores, outra mulher, Louise Schroeder, ficou responsável pela gestão dos assuntos correntes, especialmente no início do bloqueio de Berlim por parte dos soviéticos.
O SPD venceu as eleições locais de 26 de setembro passado e vai liderar uma coalizão com os verdes e com a esquerda radical Die Linke. Os representantes locais votaram, e Giffey obteve 84 votos a favor, 52 contra e duas abstenções.
Um dos principais objetivos traçados pelos três sócios é a construção, até 2030, de pelo menos 200 mil moradias nesta cidade que atrai cada vez mais moradores.
Os três partidos decidiram criar uma comissão para avaliar a possibilidade de adotar uma política de “expropriação” para empresas imobiliárias, após uma votação a favor, nesse sentido, em um referendo.
Os berlinenses votaram pela “expropriação” de grupos imobiliários que tenham mais de 3.000 imóveis.
A nova prefeita disse, no entanto, ser contrária à medida, por acreditar que não é “o caminho certo”, especialmente pelas indenizações envolvidas.
Nesta capital, os aluguéis subiram, em média, 85% entre 2007 e 2019. Ainda assim, permanecem mais baixos do que em cidades como Londres, ou Paris. Este aumento afeta grande parte dos moradores, em uma cidade onde 80% da população é inquilina.
Festas na Alemanha
A Alemanha limitou na terça-feira a 10 pessoas as reuniões e festas de Ano Novo, e também proibiu a presença de público em grandes eventos esportivos a partir de 28 de dezembro para reduzir a propagação da variante ômicron do coronavírus.
“Não é o momento de celebrar festas e noites amistosas com muita gente”, disse o chanceler Olaf Scholz, depois de uma conversa com os líderes regionais do país.
A partir de 28 de dezembro, os grandes eventos “já não serão realizados com espectadores e isso se aplica, em particular, aos jogos de futebol”, acrescentou. Também serão fechadas as casas de festas noturnas. As informações são da agência de notícias AFP e do portal de notícias G1.
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