Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Deputado francês é atacado por manifestantes antivacina

Compartilhe esta notícia:

Stéphane Claireaux é do mesmo partido do presidente Emmanuel Macron e foi atacado com pedras e algas. (Foto: Getty Images)

Um deputado francês foi agredido por manifestantes antivacina no domingo (9), no território francês de Saint- Pierre-et-Miquelon, que fica no Oceano Atlântico perto do Canadá.

Stéphane Claireaux é do partido República em Marcha, o mesmo do presidente Emmanuel Macron, e foi agredido com pedras e algas quando discutia com um grupo em frente à sua própria casa.

“Obviamente, vou apresentar uma queixa legal”, afirmou Claireaux nesta segunda-feira (10). “Algumas pessoas acham que as decisões certas não estão sendo tomadas. Todos estamos recebendo ameaças de morte pelo correio, em algum momento isso tem que parar”.

A agressão ocorre em meio a recordes diários de casos de covid-19 na França , a uma declaração polêmica de Macron e a aprovação de um projeto do governo para instaurar o “passe da vacina”.

O projeto, que tornará a imunização obrigatória para a entrada em estabelecimentos como cafés e restaurantes, foi aprovado por deputados na última quinta-feira (6) por 214 votos a favor e 93 contrários. Votaram contra a proposta a extrema-direita e a extrema-esquerda.

Macron

Em meio à discussão sobre o passe da vacina, Macron deu uma entrevista polêmica ao jornal “Le Parisien, em que afirmou que queria “encher o saco” dos não vacinados, usando uma palavra considerada vulgar para um chefe de Estado (o verbo “emmerder”).

“Não vou prendê-los ou vaciná-los à força. Mas que fiquem sabendo que, a partir de 15 de janeiro, não vão mais poder ir ao restaurante, tomar um copo de vinho, um café, ir ao teatro, ao cinema”, disse Macron.

O presidente francês disse que quer tornar a vida das pessoas que se recusam a tomar os imunizantes tão complicada que elas terminarão se vacinando, e o uso da palavra “emmerder” foi interpretado como uma ação calculada, para ser usada na eleição presidencial deste ano.

Nesta segunda, Macron afirmou que a agressão a Claireaux é “intolerável” e “inaceitável” e falou em “intensificação da violência” contra políticos eleitos.

O próprio presidente francês foi agredido duas vezes recentemente: recebeu um tapa no rosto em junho e levou uma ovada em uma feira de gastronomia em setembro — mas o ovo não quebrou.

Políticos condenam 

O líder do República em Marcha na Câmara, Christophe Castaner, condenou a “covardia perante um único homem, pacífico, indefeso, que se levantou, que saiu, que quis falar” e lembrou que, em 2021, foram registradas 322 ameaças a deputados.

A oposição a Macron também condenou o ataque, mas criticou a tensão criada pelo presidente francês com a sua polêmica entrevista e o chamou de “incendiário”.

“O presidente da República agiu como incendiário em seu discurso na semana passada, porque atacou pessoas não vacinadas, em vez de tentar convencê-las”, afirmou Valérie Pécresse candidata à Presidência pelo partido de direita Os Republicanos.

O deputado Éric Ciotti, do mesmo partido, pediu “sanções contra quem usa a violência de forma um tanto maluca, com argumentos delirantes”, mas também criticou as “provocações” de Macron, em busca de “conflito”, por motivos eleitorais.

O chefe do Partido Socialista, Olivier Faure, afirmou que “alguns antivacinas usam as provocações do presidente para justificar sua violência”, e o ecologista Julien Bayou disse que o ataque é “absolutamente inaceitável”.

Covid-19 na França

A declaração de Macron, a agressão ao deputado e o recorde de casos de covid-19, em meio à quinta onda da pandemia na França, causada pela variante ômicron, recolocaram a questão da saúde na linha de frente da campanha eleitoral.

A três meses do pleito, Macron lidera as pesquisas de intenção de voto, mas é seguido por candidatos de direita e de extrema-direita. Por isso analistas acreditam que o presidente quer impor o tema da covid-19 na campanha.

Diante da nova onda de casos, o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, insistiu na semana passada que as vacinas contra a covid-19 são a melhor barreira conhecida até o momento.

Véran afirmou que os imunizantes “não impedem a contaminação, mas impedem o desenvolvimento do vírus se você for infectado” — “e, portanto, as formas graves [da doença]”. “Para cada paciente vacinado com a dose de reforço na UTI, há 20 pacientes não vacinados”.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Sofre para acordar cedo? Saiba quais hábitos ajudam na adaptação de uma boa rotina pela manhã
Problema em aquecedor elétrico foi a provável causa de incêndio que matou 19 pessoas em edifício de Nova York
Pode te interessar