Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de outubro de 2015
Apesar dos novos documentos apresentados pela PGR (Procuradoria-Geral da República), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse a interlocutores próximos que “vai até o fim” e “não há hipótese” de abrir mão da presidência da Casa para preservar seu mandato de deputado.
Cunha e seus aliados avaliam que ele tem mais condições de se defender sentado na cadeira de presidente. Fora dela, perderia completamente qualquer poder de decisão sobre os novos pedidos de impeachment que a oposição deseja apresentar na terça-feira. Além disso, deixaria de exercer influência sobre grupos da Câmara que ainda são fiéis a ele.
Embora esteja enfraquecido, Cunha ainda mantém influência na maioria das bancadas da Casa. Prova disso é que quase ninguém ousa criticá-lo publicamente.
“Ele é frio. Preparou-se para chegar à presidência e, é claro, que se preparou também para se defender”, avaliou um parlamentar petista.
A oposição tem adotado postura similar. Como acredita que Cunha pode ajudar na abertura de um processo de impeachment contra a presidenta Dilma, deputados do PSDB, DEM, Solidariedade e PPS ainda não o abandonaram completamente.
“Na minha opinião, a grande chance dele é ir para cima da Dilma”, disse um aliado do presidente da Câmara.
Nesta segunda-feira, no entanto, as bancadas dos partidos de oposição se reúnem para discutir novamente a posição sobre Cunha. Até o momento, elas se limitam a sugerir, em nota, que o presidente da Câmara se afaste do cargo “para se defender” das acusações, sem endossar pedido de cassação de mandato do peemedebista.
No encontro, os parlamentares avaliarão se vale o desgaste da posição atual para conseguir o andamento do impeachment. (AE)
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