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Notícias Dilma insiste com a volta da CPMF e diz que o ministro da fazenda fica no cargo

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De acordo com a presidenta, volta do tributo irá “estabilizar as contas públicas”. (Foto: Alan Marques/Folhapress)

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, no domingo, que a volta da CPMF é “crucial para o País voltar a crescer” e para reequilibrar as contas públicas do Brasil. Ela também rebateu as críticas do presidente do PT, Rui Falcão, que defendeu a saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e disse que ele continua no cargo.

“O Brasil precisa aprovar a CPMF para que a gente tenha um ano de 2016 estável, do ponto de vista do reequilíbrio de nossas finanças”, afirmou a mandatária. “Nós acreditamos que a CPMF é crucial para o País voltar a crescer”, completou. “Estabilizar as contas públicas para quê? Para que o País volte a crescer, para que se perceba que o Brasil tem uma solidez fiscal… Sem a CPMF isso é muito difícil, não vou dizer assim é ‘impossível’. Vou te dizer o seguinte: está no grau de dificuldade máximo. A CPMF é crucial para o País.”

Sobre a permanência de Levy no governo, a mandatária disse que a opinião do presidente do PT não era a do governo. Em entrevista publicada na edição de domingo do jornal Folha de S. Paulo, Falcão defendeu que haja uma mudança na política econômica ou a eventual substituição de Levy, caso ele não siga a orientação de Dilma na área.

A sexta-feira foi um dia de fortes rumores sobre a permanência dele no cargo, com reflexos até nos mercados. “Eu acho que o presidente do PT pode ter a opinião que ele quiser. Não é a opinião do governo. Então, a gente respeita a opinião do presidente do PT, até porque ele é o presidente do partido que integra a base aliada, do partido mais importante, mas isso não significa que ela seja a opinião do governo.”

Questionada sobre uma reunião com o ministro, na sexta-feira, ela negou que uma eventual saída dele do cargo tenha sido discutida. “Não tocou-se nesse assunto. Não tinha nenhuma insatisfação dele, até porque essa entrevista [de Rui Falcão] não tinha ocorrido”, respondeu a presidenta. (AG)

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