Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de março de 2022
O presidente russo, Vladimir Putin, homenageou nesta quinta-feira (3) os soldados russos, dizendo que eles estão agindo como heróis na guerra na Ucrânia, ao mesmo tempo em que endureceu o discurso contra Kiev e o Ocidente.
Ele afirmou que a “operação militar especial”, como chama a invasão ao país vizinho, segue como planejado e que acabará com “com essa direita anti-Rússia criada pelo Ocidente”, referindo-se à hostilidade de Kiev em relação a Moscou.
“Quero dizer que a operação militar especial está seguindo estritamente o cronograma. Todas as tarefas que foram definidas estão sendo resolvidas com sucesso”, disse Putin em comentários televisionados. “Agora, em território ucraniano nossos soldados e oficiais estão lutando pela Rússia, por uma vida pacífica para os cidadãos de Donbass, pela desnazificação e desmilitarização da Ucrânia, para que não possamos ser ameaçados por uma direita anti-Rússia em nossas fronteiras, que o Ocidente vem criando há anos.”
Os comentários de Putin foram aparentemente uma tentativa de refutar declarações de governos ocidentais e agências de inteligência de que os militares russos vêm encontrando bloqueios diante de problemas logísticos, erros táticos e uma resistência ucraniana mais forte do que a esperada.
Putin também disse que russos e ucranianos são um povo só. Sem fornecer evidências, no entanto, o presidente russo fez uma série de acusações contra as forças ucranianas, dizendo que mantêm centenas de civis estrangeiros como reféns – incluindo estudantes –, que usam civis como escudo humano e que torturam e mataram prisioneiros de guerra russos.
Ele ainda alegou que nacionalistas ucranianos estão bloqueando corredores que os soldados russos, segundo ele, abriram para a população civil fugir.
Negociação direta
Putin endureceu seu discurso após uma declaração dada mais cedo pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que disse que a “única maneira de parar a guerra” é com uma negociação direta entre ele e seu homólogo russo.
Putin também anunciou uma compensação financeira aos soldados russos mortos ou feridos na Ucrânia, e também para aqueles que ainda estão em combate. Segundo informou Moscou na quarta, 498 soldados russos morreram na Ucrânia e 1.597 ficaram feridos. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.
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