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Mundo Zelensky pede que papa medie o conflito entre Rússia e Ucrânia

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O papa Francisco já fez vários apelos pelo fim da guerra na Ucrânia. (Foto: Reprodução)

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, disse nesta terça-feira (22) que pediu ao papa Francisco que faça a mediação no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, para ajudar a aliviar o sofrimento humano, após quase quatro semanas de guerra.

Zelensky afirmou que conversou com Francisco por telefone e “falou com Sua Santidade sobre a difícil situação humanitária e o bloqueio dos corredores de resgate pelas tropas russas”, bem como sobre a resistência do povo ucraniano, “que se tornou exército quando viu o mal”.

“O papel mediador da Santa Sé para pôr um fim ao sofrimento humano seria bem-vindo. Agradeci-lhe por suas orações pela paz e pela Ucrânia”, escreveu Zelensky no Twitter após a ligação.

Francisco, por sua vez, declarou ao presidente ucraniano que está “rezando e fazendo todo o possível para acabar com a guerra”, escreveu no Twitter o embaixador ucraniano na Santa Sé, Andrii Yuash.

“Novo gesto de apoio do papa Francisco: há poucos minutos o papa ligou ao presidente Zelensky. Ambos tiveram uma conversa promissora. O papa disse que está rezando e fazendo todo o possível para o fim da guerra, e Zelensky reiterou que o papa Francisco é o convidado mais esperado da Ucrânia”, escreveu o diplomata.

Pedido de visita

Há poucos dias, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, já havia convidado Francisco a visitar a Ucrânia, em uma carta endereçada ao papa. No documento, Klitschko pede que, se uma visita não for possível, que o pontífice participe de uma videoconferência para enviar uma mensagem à população.

“Acreditamos que a presença dos líderes religiosos mundiais em Kiev é a chave para salvar vidas e abrir caminhos para a paz em nossa cidade, em nosso país e em todos os lugares”, escreveu Klitschko.

O Vaticano confirmou ter recebido a carta e acrescentou que Francisco “sentia-se próximo do sofrimento da cidade [Kiev], de seu povo, daqueles que tiveram de fugir e daqueles que foram chamados a administrá-la”.

Francisco fez vários apelos pelo fim da guerra na Ucrânia e enviou dois cardeais para mostrar a sua proximidade ao povo ucraniano. Além disso, a ligação desta terça não foi a primeira vez que o papa e Zelensky tiveram um contato por telefone.

Em 26 de fevereiro, dois dias após o início do conflito, o pontífice expressou ao presidente ucraniano “seu mais profundo pesar pelos trágicos acontecimentos” ocorridos no país.

Pouco depois, Zelensky anunciou que agradeceu ao papa “por rezar pela paz na Ucrânia e por uma trégua”. “O povo ucraniano sente o apoio espiritual de Sua Santidade”, acrescentou na ocasião.

Negociações

Negociadores de Moscou e Kiev mantêm conversas com o objetivo de encerrar quase quatro semanas de combates ferozes, mas ainda não anunciaram nenhum progresso. Três encontros ocorreram em Belarus e um por videochamada. Os ministros das Relações Exteriores de ambos os países também se reuniram no começo do mês, na Turquia, mas sem nenhum avanço.

No início deste mês, o patriarca da Igreja Ortodoxa russa, Cirilo, e o papa Francisco conversaram sobre a Ucrânia e pediram que as negociações continuem para alcançar uma “paz justa”. Logo após o início da invasão russa na Ucrânia, Cirilo chamou os oponentes de Moscou na Ucrânia de “forças do mal”.

Discurso

Zelensky também falou sobre a ligação telefônica do papa em discurso ao Parlamento italiano, nesta terça. Aos legisladores, ele cobrou maiores sanções e pressões à Rússia e alertou que a guerra é o caminho do presidente russo, Vladimir Putin, para chegar à Europa.

“A invasão já dura 27 dias, um mês, e precisamos de outras sanções e outras pressões para que a Rússia não possa se abastecer de reservas militares na Líbia ou Síria, e para que volte à paz”, afirmou Zelensky, que foi recebido de pé e com muitos aplausos por cerca de mil parlamentares italianos.

O presidente ucraniano ainda advertiu que o objetivo da Rússia é “influenciar a Europa” e “destruir seus valores, sua democracia e seus direitos humanos”. “A Ucrânia é a porta para o exército russo, porque querem entrar na Europa”, completou.

Zelensky lembrou que 117 crianças foram mortas desde o início da guerra, e que há milhares de feridos, dezenas de milhares de famílias sem moradia, centenas de milhares que tiveram as casas destruídas e milhões que precisaram sair de onde vivem “por causa de uma guerra que uma só pessoa começou”, disse, em referência a Putin, embora sem citá-lo nominalmente.

O presidente ucraniano também afirmou que o exército russo tomou as regiões costeiras, o que “representa um perigo para todos os países vizinhos”. Ele ponderou ainda que, com a exportação de gás e petróleo da Rússia, a guerra foi financiada nos últimos dez anos.

Zelensky ainda agradeceu à Itália pelo acolhimento de mais de 70 mil ucranianos que chegaram ao país fugindo da guerra, entre os quais 25 mil crianças.

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