Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 27 de outubro de 2015
O que você faz com suas moedas? Passa adiante? Antes de se livrar delas preste atenção, pois você pode estar dando uma fortuna de presente para alguém. Exemplares raros como o feito para homenagear o cinquentenário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, cunhada em 1998, podem valer até 200 reais.
Uma moeda de 5 centavos de 1999 vale entre 10 reais e 35 reais, ou seja, entre 200 e 700 vezes o seu valor de face. Segundo José Oswaldo Aranha, vice-presidente da Associação Brasileira de Numismática, o preço das moedas depende da sua raridade, tipo de cunhagem e estado de conservação. “Avaliamos se houve circulação daquele exemplar ou se ficou guardado.”
Quem tem um exemplar raro pode aproveitar a Olimpíada para começar a colecionar. Segundo o BC (Banco Central), 36 moedas comemorativas serão lançadas para os Jogos, 16 para circulação e 20 moedas especiais para colecionadores. Os temas variam desde as modalidades competidas passando por pontos turísticos do Rio.
Conforme o BC, são produzidos 150 milhões de moedas de 1 real. Mas, para o programa Olímpico, a tiragem será de 20 milhões para cada um dos 16 tipos feitos para circulação, totalizando 320 milhões de moedas.
Colecionadores.
Segundo Aranha, a coleção atrai novos colecionadores para a numismática, principalmente jovens e crianças.
Segundo Julio Cesar Vieira, sócio da Numismática Vieira, que atua no ramo há 70 anos, o que faz as moedas serem raras é a quantidade de peças que foram cunhadas. Foram cunhadas apenas 600 mil moedas com detalhes dos Direitos Humanos.
“Para um país como o Brasil, isso não é nada, o que justifica o valor.” Vieira afirma que as moedas da primeira família do real, impressas de 1994 a 1997, também são valiosas. “Pagamos 50 centavos pelas moedas de 1 centavo desta época.”
Pensando na continuidade da numismática, colecionadores comemoram o aumento de adeptos e esperam que, com a proximidade dos Jogos Olímpicos, este número cresça ainda mais. “Nosso foco são mulheres, crianças e adolescentes”, afirma Vieira.
O estudante de Turismo Felipe Ramos, 28 anos, é um exemplo disto. Aos 18, ele achou na rua uma moeda de 2 mil réis da época do Império e ficou curioso, resolveu guardar e pesquisar. “Comecei a procurar moedas nas ruas, pedir para amigos e pessoas mais velhas.” Hoje sua coleção conta com 1,5 mil moedas. (AD)
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