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Economia Criptomoedas desabam e mercado perde 200 bilhões de dólares em 24 horas

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Uma história positiva que surgiu do nada chamou a atenção da comunidade cripto europeia. (Foto: Reprodução)

Uma venda massiva de criptomoedas levou a perdas de US$ 200 bilhões neste mercado em apenas 24 horas, segundo estimativas do site CoinMarketCap. O gatilho para as vendas em série foi o colapso da TerraUSD, uma moeda digital ancorada no dólar e, por isso, classificada como uma stablecoin.

O colapso da TerraUSD contaminou todo o mercado de critpomoedas: o Bitcoin desabou 10% para o menor patamar desde dezembro de 2020 e o Ethereum chegou a cair 16% na última quinta-feira.

Os papéis da BC Technology, fintech que trabalha com plataformas de blockchain e que negocia ativos digitais, caíram 6,7% na Bolsa de Hong Kong. O japonês Monex Group – dono dos marketplaces de criptoativos TradeStation e Coincheck – viu suas ações caírem 10%.

O que é bitcoin?

É uma moeda virtual, considerada uma “criptomoeda”, diante da utilização de protocolos de software tão complexos. É baseada na web e não está administrada por nenhum banco central, confiando em milhares de computadores no mundo que validam transações e adicionam novos bitcoins ao sistema. Assim, não há bancos intermediando as transações.

Quem inventou?

Sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto, esse usuário de internet não-identificado criou o bitcoin em 2008 antes de ser disponibilizado na rede em 2009. Foram anos de tentativas de identificar Satoshi, até que em 2016 o empresário australiano Craig Wright se revelou o criador da moeda.

Para que serve?

O valor da moeda está na liberdade de controle governamental e de cobrança de tarifas bancárias, além da rede em cadeia necessária para verificar as transações. O bitcoin é reconhecido como ferramenta para transações anônimas e privadas. Além disso, pagamentos internacionais se tornam mais fáceis e baratos por não haver ligação com regulador.

Tem valor?

Sim. No início de 2017 o valor de um bitcoin superou os US$ 1 mil pela primeira vez e emendou uma forte valorização no ano. Em agosto, passou dos US$ 4 mil devido ao otimismo de que as transações mais rápidas iriam acelerar a disseminação da moeda. As mudanças na China, no entanto, têm derrubado a cotação.

Onde guardar

Bitcoins são armazenados em uma “carteira digital”, localizadas ou na nuvem ou no computador de um usuário. Funciona como uma conta bancária virtual que permite que usuários tranfiram a moeda, faça pagamentos e guarde o dinheiro.

Anonimato

Apesar de cada transação ter registro público, a identidade dos envolvidos nunca são reveladas, só o número de identificação das carteiras. Isso mantém as transações privadas e permite a comercialização sem deixar rastros. Por isso, é a moeda de escolha para quem compra drogas ou outras atividades ilícitas na internet.

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