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Brasil Diretor de Inteligência da Receita Federal diz que parlamentares podem ter recebido dinheiro para aprovar a medida provisória 471

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Equipe da Receita Federal que descobriu que parte do valor recebido pela Marcondes e Mautoni foi parar na LFT Marketing Esportivo, empresa que tem Luís Claudio Lula da Silva (foto) , filho do ex-presidente Lula, como sócio. (Foto: Greg Salibian/Folha Imagem)

Responsável por coordenar as investigações da Operação Zelotes na Receita Federal, o auditor fiscal Gerson Schaan afirmou que há convicção de que houve irregularidade na tramitação da MP (medida provisória) 471, que prorrogou incentivos fiscais para montadoras com fábricas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Ele disse que o próximo passo é descobrir quem são os colaboradores que receberam dinheiro para viabilizar essa e outras normas sob suspeita de terem sido compradas.

O auditor afirmou que as provas colhidas até agora sugerem que o dinheiro pode ter chegado a congressistas, responsáveis por aprovar as MPs no Congresso. “Estamos no momento mais importante da investigação. Há provas consolidadas, concretas das irregularidades”, avaliou Schaan. “Na cadeia do trâmite da MP tem várias reuniões, com várias autoridades, muitas trataram do assunto de forma inocente, porque havia justificativa técnica razoável. Mas nem todas. Estamos atrás dos pagamentos para determinadas pessoas, seguindo o caminho do dinheiro para saber os reais beneficiários.
As investigações sugerem que o dinheiro pode ter chegado a parlamentares. Temos o rastro financeiro, a análise dos documentos apreendidos e isso vai ajudar a fechar o cerco”, acrescentou.

Foram as investigações tocadas pela Coordenação-Geral de Pesquisa e Investigação da Receita Federal que comprovaram que a MMC Automotores, fabricante de veículos Mitisubishi no Brasil, e a CAOA, que monta veículos Hyundai, fizeram pagamentos milionários às consultorias Marcondes e Mautoni e SGR para viabilizar a edição, pelo governo, e a aprovação, pelo Congresso Nacional, de medidas provisórias. Estão sob suspeita, além da MP 471-2009, a 512-2010 e 627-2013, esta última editada já pela presidenta Dilma Rousseff.

Também foi a equipe da Receita Federal que descobriu que parte do valor recebido pela Marcondes e Mautoni foi parar na LFT Marketing Esportivo, empresa que tem Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, como sócio. (AE)

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