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Brasil Dilma quer medida para evitar “quebradeira” em 2016, com o agravamento da crise econômica e seus efeitos sobre as empresas e os empregos

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(Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

A presidenta Dilma Rousseff mantém como prioridade, nesta reta final de ano, aprovar as medidas da segunda fase do ajuste fiscal. Mas já alertou os seus assessores que não é mais possível esperar para adotar ações para estimular o crescimento.

Ela orientou sua equipe a desenhar medidas que possam ser implementadas o mais breve possível e ajudem a resolver a crise fiscal. Conforme fontes do Palácio do Planalto, o objetivo é “construir imediatamente uma narrativa que dê esperança” ao País.

Nessa linha, o governo está concentrado em combater dois problemas com risco de agravamento em 2016: uma retração econômica tão grave quanto a deste ano e uma nova perda de grau de investimento, fato que pode gerar dificuldades financeiras ao setor privado.

Dentro do governo, o temor é de perda do selo de “bom pagador”, já em janeiro, o que pressionaria o dólar e elevaria o custo para refinanciamento de dívidas empresariais. Nesse cenário, assessores não descartam o risco de “quebradeira” de empresas muito expostas a endividamento externo, desacelerando ainda mais a economia e levando o País a uma recessão perto de 3%.

Na área fiscal, a equipe econômica já pensa em medidas para compensar, por exemplo, a não aprovação do retorno da CPMF em 2015. No cardápio estaria o aumento de tributos que não dependem do Congresso Nacional, como o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e o IOF (Imposto Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros).

Já no segmento de crédito, os assessores preferem priorizar a liberação de recursos para retomada de investimentos. Eles sabem, no entanto, que terão de atender o pedido de Dilma para impulsionar a oferta de recursos para o consumo.

Dentro do governo, a discussão envolve a busca de fórmulas para elevar vendas de imóveis e carros, atingidas pela crise mas com capacidade de recuperação rápida. Técnicos avaliam que a questão passa pela retomada da confiança do mercado. E isso só acontecerá quando o governo demonstrar capacidade de superação das crises fiscal e política, que arrastam o País para a recessão prolongada, inflação e desemprego. (AE)

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