Segunda-feira, 01 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de junho de 2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não recebeu autorização médica para iniciar a fase ativa da fisioterapia no ombro direito, cerca de quatro semanas após passar por uma cirurgia na região. Relatórios encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana apontam que ele ainda apresenta limitações importantes decorrentes do procedimento cirúrgico.
De acordo com a documentação enviada à Corte, Bolsonaro apresenta “importante limitação de movimento do ombro direito, rigidez articular e restrições de mobilidade na região da cicatriz cirúrgica”. Os médicos responsáveis pelo acompanhamento consideraram que o quadro ainda exige cuidados e acompanhamento contínuo antes do avanço para etapas mais intensas da reabilitação.
A avaliação foi assinada pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino. Segundo o relatório, o ex-presidente, de 71 anos, permaneceu consciente, orientado e colaborativo durante as consultas e atendimentos realizados.
Os profissionais autorizaram apenas uma sessão semanal de fisioterapia, concentrada em mobilizações passivas da articulação. Nesse tipo de tratamento, os movimentos são realizados pelo fisioterapeuta, sem esforço ativo do paciente, com o objetivo de preservar a mobilidade e auxiliar na recuperação da região operada.
Em relatório separado enviado ao STF, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informou que Bolsonaro não apresentou queixas relevantes de dor no ombro durante o período analisado. O médico registrou, porém, a ocorrência de outros sintomas clínicos que seguem sendo monitorados pela equipe responsável.
Segundo o documento, o ex-presidente apresentou “episódios de queimação epigástrica associados a refluxo gastroesofágico”. O relatório também menciona a continuidade de um quadro de soluços recorrentes.
“Devido aos quadros de soluços recorrentes, foi mantido com doses elevadas previamente ajustadas das medicações específicas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez”, afirmou o médico.
A avaliação médica informa ainda que Bolsonaro iniciou um programa de exercícios aeróbicos leves e progressivos, dentro dos limites considerados adequados para sua condição atual. Os relatórios apontam que a pressão arterial permanece sob controle e não foram registradas alterações cardiovasculares significativas no período analisado.
Os documentos também destacam que o ex-presidente continua apresentando instabilidade crônica do equilíbrio corporal. Em razão dessa condição, a equipe médica adotou medidas preventivas voltadas à redução do risco de quedas durante o processo de recuperação.
Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.
Ele cumpre prisão domiciliar humanitária desde o fim de março, após contrair uma broncopneumonia bacteriana. Antes da mudança de regime, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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