Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de novembro de 2015
Oficialmente, a Nasa (agência espacial americana) reconhece que ir a Marte é um sonho distante, com os estudos mais otimistas prevendo uma possibilidade de que o homem chegue a Marte por volta de 2040.
Na parte do marketing, a agência americana mantém a atenção divulgando vez por outra planos bastante genéricos para chegar ao planeta vermelho. E a Lua não merece papel de destaque nesses planos.
Contudo, um novo modelo desenvolvido pelo cientista Takuto Ishimatsu e seus colegas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) concluiu que o melhor caminho para uma missão rumo a Marte é contar com uma usina de produção de combustível e um posto de reabastecimento na Lua.
O modelo baseia-se em estudos que sugeriram que o solo lunar e o gelo de água em certas crateras da Lua poderiam ser extraídos e convertidos em combustível para foguetes – europeus e russos estão prestes a testar essas hipóteses, com a missão Luna 27, enquanto o projeto americano mais avançado nesse sentido é o robô Polaris, projetado para procurar água na Lua.
Assumindo que esses recursos sejam encontrados na Lua, e as tecnologias para sua exploração estejam desenvolvidas no momento de uma missão a Marte, o grupo conclui que dar uma paradinha na Lua para reabastecer reduziria a carga de uma missão em 68% no momento do lançamento.
Pit stop lunar.
As simulações compararam inúmeras possibilidades, envolvendo desde a ida direta a Marte, preconizada pela Nasa, até paradas nas luas do planeta, sempre tentando diminuir o peso da carga dos foguetes a serem lançados da Terra – um elemento-chave na determinação do custo das missões de exploração espacial.
A rota mais eficiente envolve o lançamento de uma tripulação da Terra com combustível suficiente apenas para entrar em órbita e alcançar as naves-tanque que seriam lançadas a partir de uma usina de produção de combustível na superfície da Lua. Essas naves ficariam estacionadas em pontos de equilíbrio gravitacional, conhecidos como Pontos de Lagrange.
“Nosso objetivo final é colonizar Marte e estabelecer uma presença humana permanente autossustentável lá”, disse Ishimatsu. “No entanto, igualmente importante, eu acredito que nós precisamos ‘pavimentar a estrada’ no espaço para que possamos viajar entre corpos planetários de uma forma acessível.”
“A otimização sugere que a Lua poderia desempenhar um papel importante para nos levar para Marte repetidamente de forma sustentável”, acrescentou o sueco Olivier de Weck, coautor do trabalho. “As pessoas sugeriram isso antes, mas nós acreditamos que este é o primeiro trabalho que mostra matematicamente por que essa é a resposta correta.”
Planos e projetos.
Apesar de uma proposta desse tipo não estar nos projetos preferidos da Nasa, a agência espacial já possui planos para construir usinas nucleares na Lua e em Marte, assim como vários projetos para instalar uma Estação Espacial Lunar.
Além disso, a Nasa já está testando o primeiro posto de abastecimento espacial, para encher o tanque de satélites artificiais.
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