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Mundo Entenda como Francisco está formando o grupo que vai escolher o próximo papa

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Pontífice disse que corações precisam ser "desmilitarizados". (Foto: Reprodução)

Cardeais da Igreja Católica de todo o mundo se reuniram no Vaticano para o que foi comparado a uma espécie de ensaio de um conclave para escolher um sucessor de Francisco (o que só deve ocorrer de fato depois que o atual papa renunciar ou morrer).

Francisco empossou 20 novos cardeais no Colégio dos Cardeais, um grupo exclusivo no qual os membros atuam como principais conselheiros e administradores do papa. Entre os cardeais estão dois brasileiros com idade para votar durante um possível conclave. São eles Dom Leonardo Steiner e Dom Paulo Cezar Costa.

Essa foi a oitava vez que o pontífice nomeia novos cardeais. Ao escolher pessoas com uma visão de um catolicismo mais inclusivo, ele consegue deixar uma marca no futuro da Igreja.

“A probabilidade de ter outro papa que continue as políticas de Francisco agora são maiores, mas nunca se sabe como os cardeais votarão quando entrarem em um conclave”, escreveu o padre Tom Reese, historiador da Igreja e colunista do Religion News Service.

O papa Francisco, eleito em 2013, escolheu 83 dos 132 cardeais eleitores (cerca de 63% do total). A Igreja determina que pode haver no máximo 120 eleitores, mas é comum que os papas ignorem essa medida (principalmente porque os cardeais que ultrapassam os 80 anos perdem o direito de votar).

Desde que foi eleito, Francisco adotou escolhas próprias de cardeais. Ele costuma dizer que prefere cardeais de locais distantes ou de pequenas cidades em detrimento de católicos de capitais de países desenvolvidos.

O arcebispo Leonardo Steiner, de Manaus, é o primeiro cardeal da região amazônica, e sua escolha é uma evidência da preocupação do atual papa com as nações indígenas e com a Amazônia.

Em julho, o papa afirmou que ele não tem planos para renunciar no futuro por motivos relacionados à saúde. Isso significa que ele pode nomear ainda mais cardeais no ano que vem.

Dois dias de reuniões a portas fechadas entre cardeais estão previstas para esta semana. Oficialmente, essas reuniões servirão para uma discussão sobre a nova constituição do Vaticano, mas na prática também é uma chance para os cardeais fazerem uma avaliação uns dos outros para uma futura eleição de um novo papa.

“Será a primeira vez que a maioria dos cardeais poderá se conhecer pessoalmente”, escreveu Luis Badilla, chefe do site Il Sismografo, especializado em assuntos da Igreja. Ele disse que seria um “ensaio para um conclave”.

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1 Comentário
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Amauri Braga
29 de agosto de 2022 13:32

Francisco é um Papa controverso e ardiloso. Está preparando o terrreno para estender seu mandato, mesmo após sua morte.

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