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Mundo Uganda, na África, registra nove mortes pelo vírus ebola

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O contágio de pessoa a pessoa ocorre por meio de fluidos corporais. (Foto: Reprodução)

Nove pessoas morreram de ebola em Uganda desde que as autoridades anunciaram há duas semanas a existência de uma epidemia na região central do país, informou o ministério da Saúde nessa segunda-feira (3).

A doença provocada pelo vírus ebola costuma ser mortal, mas há vacinas e tratamento para esta febre hemorrágica, transmitida ao ser humano por meio de animais infectados. O contágio de pessoa a pessoa ocorre por meio de fluidos corporais.

O balanço anterior das autoridades ugandenses, reportado na última sexta (30), era de sete mortos. O ministério da Saúde reportou no Twitter dois casos novos, elevando a 43 os registrados desde o início da epidemia, e nove mortes.

O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, descartou na semana passada um confinamento e afirmou que o país tem a capacidade de conter a epidemia.

Vírus

A doença é classificada como uma zoonose. Embora os morcegos frutívoros sejam considerados os prováveis reservatórios naturais do vírus ebola, ele já foi encontrado em gorilas, chimpanzés, antílopes, porcos e em minúsculos musaranhos. Os especialistas defendem a hipótese de que a transmissão dos animais infectados para os seres humanos ocorre pelo contato com sangue e fluidos corporais, como sêmen, saliva, lágrimas, suor, urina e fezes.

Daí em diante, o vírus pode ser transmitido pelo contato direto entre as pessoas, pelo uso compartilhado de seringas e, por incrível que pareça, até depois da morte do hospedeiro. Ou ainda, caso o paciente tenha sobrevivido, o vírus ebola pode persistir ativo em seu sêmen durante semanas. Possivelmente, uma das razões para ser tão mortal e resistente é que libera uma proteína que desabilita o sistema de defesa do organismo.

Surtos de ebola atingiram países da África em 1995, 2000, 2007, mas foram controlados. O de 2014 atingiu Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria. À época, a Organização Mundial da Saúde determinou estado de “emergência sanitária mundial” com o objetivo de conter e barrar a circulação do vírus.

Oficialmente, só se considera que um surto de ebola chegou ao fim após 42 dias sem nenhum novo caso registrado.

O período de incubação dura de 2 a 21 dias. Os sinais e sintomas variam de um paciente para outro. Metade dos pacientes infectados vão a óbito. Os primeiros sintomas estão:

— Febre;
— Dor de cabeça muito forte;
— Fraqueza muscular;
— Dor de garganta e nas articulações;
— Calafrios.

Com o agravamento do quadro, outros sintomas aparecem:

— Náuseas;
— Vômitos;
— Diarreia (com sangue);
— Garganta inflamada;
— Erupção cutânea;
— Olhos vermelhos;
— Tosse;
— Dor no peito e no estômago;
— Insuficiência renal e hepática.

No estágio final da doença, o paciente apresenta hemorragia interna, sangramento pelos olhos, ouvidos, nariz e reto, danos cerebrais e perda de consciência.

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