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Mundo Saiba como a queda do avião russo pode mudar as regras de segurança aérea

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Destroços do Airbus 321 que caiu, matando as 224 pessoas que estavam a bordo. Crédito: Reprodução

Especialistas e autoridades de alguns países vem defendendo que, se for comprovado que a recente queda de um avião russo no Egito foi provocada por uma bomba, os esquemas de segurança de muitos aeroportos precisarão ser revistos – principalmente em áreas onde o autodenominado EI (Estado Islâmico) é ativo.
O Airbus 321 da companhia aérea russa Kogalymia caiu no dia 31 de outubro, logo após decolar do balneário egípcio de Sharm El-Sheik em direção a São Petersburgo, na Rússia, matando as 224 pessoas que estavam a bordo.

Militantes do EI assumiram a responsabilidade pelo que dizem ter sido um atentado. E autoridades dos Estados Unidos e Reino Unido admitem ser grande a possibilidade de o avião ter sido derrubado por uma bomba.

Questionado sobre as implicações do caso para os esquemas de segurança de aeroportos do Oriente Médio, norte da África e Turquia, o ministro de Relações Exteriores britânico, Philip Hammond, disse que novos procedimentos podem ter de ser adotados, significando custos e atrasos adicionais para quem vai voar.
“Se a queda tiver sido mesmo causada por um dispositivo explosivo colocado no avião por membros do EI ou algum simpatizante do grupo, claramente precisaremos revisar o nível de segurança que esperamos ver nos aeroportos de áreas em que o EI está ativo”, disse.

“Temos de assegurar que os esquemas de segurança dos aeroportos de qualquer parte são eficientes e refletem as condições locais. Para isso, é crucial o treinamento, gestão e motivação dos funcionários [dos aeroportos]. E isso pode significar custos extras e atrasos adicionais nos aeroportos durante os procedimentos de check-in.”

Revista de funcionários.
Em entrevista ao jornal britânico The Observer, o especialista em segurança aérea Philip Baum defendeu que será preciso tornar os esquemas de segurança menos previsíveis e mais amplos. “Teríamos mais segurança se ninguém soubesse que esquema iria encontrar [no aeroporto]”, disse Baum.
Segundo o periódico, autoridades egípcias iniciaram uma investigação sobre trabalhadores do aeroporto de Sharm el-Sheikh, aumentando as suspeitas de que a bomba possa ter sido colocada no avião com a ajuda de algum funcionário do local.

O jornal também cita outro especialista em segurança aérea, Matthew Finn, que defende um maior controle sobre os responsáveis pelo transporte de bagagens dentro dos aeroportos.

Caos.
Em função da queda do avião russo, turistas têm relatado cenas de caos no aeroporto de Sharm el-Sheikh, onde muitos voos foram cancelados ou estão saindo com atraso.

Além disso, os que conseguem um lugar em um voo só podem viajar com uma bagagem de mão – as malas serão despachadas posteriormente.

“Em teoria, os esquemas de segurança dos aeroportos do mundo todo têm de seguir as regras e padrões estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional.

Mas, na prática, é difícil garantir o cumprimento dessas regras em muitos lugares”, diz Andy Moore, repórter da BBC que está cobrindo a explosão do Airbus 321.

A jornalista lembra que, em função disso, a companhia aérea israelense El Al, por exemplo, sempre adotou seus próprios procedimentos de segurança em aeroportos internacionais – independentemente do que já é feito localmente. Seus passageiros precisam fazer o check-in pelo menos três horas antes do voo e seus aviões possuem sistemas de defesa antimísseis.

“O Reino Unido parece estar indo na direção de um sistema similar ao enviar seus próprios especialistas de segurança para o aeroporto de Sharm el-Sheik”, avalia.

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