Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Sem Bolsonaro, oposição enfrenta dificuldades para se organizar contra o governo

Compartilhe esta notícia:

Direita ainda não conseguiu assumir protagonismo nas primeiras discussões do ano. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Os bolsonaristas demonstram dificuldade para estruturar as frentes de atuação contra o governo Lula no Congresso. Uma delas envolve o discurso sobre a autonomia do Banco Central. No grupo do PL da Câmara, na última semana, não houve consenso sobre qual o melhor tom a ser adotado.

Alguns parlamentares se preocupam com a possível imagem de que são contrários à redução de juros. “Não vamos cair na armadilha de dizer que somos contra reduzir juros. Vamos esclarecer que juros são reduzidos com governo sério e que infelizmente não temos”, disse um congressista no grupo de WhatsApp do partido. Membros da sigla consideram que a ausência de Jair Bolsonaro deixou o PL desorganizado.

“A ala conservadora tem que ter protagonismo, e está faltando isso. Precisamos nos acertar. Perdemos essa primeira oportunidade (sobre o debate do BC). A vinda do Bolsonaro também será importante para isso”, disse Capitão Augusto (PL-SP).

Outro assunto que bombou no grupo de WhatsApp do PL nos últimos dias foi a CPMI dos atos antidemocráticos, tema prioritário para os bolsonaristas. Faltam 36 assinaturas na Câmara para o colegiado poder ser criado.

No Senado, um dos focos da oposição, liderada por Rogério Marinho (PLRN), é dificultar a aprovação da Lei das Estatais. Sinal disso foi que Ciro Nogueira (PP-PI) apresentou diversas emendas ao texto. Ciro deve ser o líder da minoria no Senado e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será o líder da minoria no Congresso.

Situação

No Congresso, o êxito na construção de uma aliança ampla fragilizou a expectativa de oposição forte ao “lulismo”, tanto na Câmara quanto no Senado. Ao lado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Lula conseguiu construir acordos para celeridade na reforma tributária, incluindo mudanças na âncora fiscal; destinação de emendas parlamentares de R$ 13 milhões a deputados eleitos em 2022, que não foram contemplados via orçamento com os recursos; e presidências de comissões cruciais, como a de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Dos 23 partidos da Casa, apenas o Novo pode ser visto oficialmente, no momento, como oposição radical ao governo. Deputados do PL, PP e Republicanos têm falado em oposição responsável. Siglas como Podemos ainda não definiram suas estratégias.

A reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a presidência do Senado levou por água abaixo as chances de uma oposição radical na Casa. Constituídos como minoria, PL, PP e Republicanos somam 22 senadores do total de 81.

Os senadores Sérgio Moro (União Brasil-PR), Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RJ) e Damares Alves (Republicanos-DF) são alguns dos nomes para se manterem vivas as críticas a Lula, ainda que corram o risco de serem alijados pelas suas próprias legendas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Equipes de resgate continuam com as buscas em áreas atingidas pelas chuvas em São Paulo
Vacinação contra covid segue nesta quarta-feira em Porto Alegre
Pode te interessar