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Economia Ministério da Fazenda vai atuar para evitar uma crise de crédito no País e dinamizar a economia para garantir o crescimento

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É difícil vislumbrar uma reversão desse quadro no curto prazo. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Número 2 do Ministério da Fazenda, o secretário executivo Gabriel Galípolo afirma que a equipe econômica vai atuar para tentar evitar uma crise de crédito no País e dinamizar a economia para garantir o crescimento. A possibilidade de uma forte desaceleração do mercado de crédito num cenário de juros altos entrou no radar e ameaça o crescimento da economia brasileira em 2023.

A crise das Lojas Americanas e a sinalização dos bancos de colocar um pé no freio na oferta de crédito reforçaram a preocupação dos empresários e dos agentes do mercado financeiro.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, o secretário acenou que o governo pode lançar mão de medidas compensatórias que garantam liquidez às empresas caso seja necessário. “O governo e a equipe econômica estão totalmente focados em evitar uma crise de crédito no País”, disse. Segundo ele, o ministério tem monitorado diariamente o quadro junto ao setor empresarial e financeiro para se antecipar. Galípolo adiantou que dados da arrecadação da Receita Federal parciais de fevereiro são muito positivos e mostram recuperação da receita previdenciária com reação positiva da atividade.

O foco agora será o programa de renegociação de dívidas para pessoa física, o Desenrola. Galípolo antecipa que a medida também vai atender devedores com renda superior a dois salários mínimos. Hoje, o País tem 70 milhões negativados, o que ele avaliou como “uma situação muito grave” e que “demanda uma ação rápida”.

Os anúncios nos últimos dias, de reajuste do salário mínimo, correção da tabela do Imposto de Renda e o novo Minha Casa Minha Vida fazem parte dessa estratégia de combater a piora do crédito e evitar uma recessão econômica. Leia abaixo alguns trechos da entrevista.

– A desaceleração do crédito tem preocupado o mercado. Há risco de sequência de falência das empresas? “A gente tem feito esse acompanhamento muito próximo, dialogando com todos interlocutores possíveis, que envolvem desde o setor de empresas até o setor financeiro e a autoridade monetária. Temos dialogado bastante e feito esse acompanhamento de perto para entender como estão sendo as reações, seja em decorrência do custo de crédito, seja em decorrência dos fatos que ocorreram mais recentemente – que, por receio, acabam provocando algum tipo de retração, ou algum zelo adicional que chamamos de política prudencial dos bancos, de reduzir a oferta de crédito. Quase que diariamente eu tenho esse diálogo com eles para acompanhar isso e, simultaneamente, tentando estar preparado com políticas compensatórias.”

– O que é essa política compensatória? “Se tiver em algum ponto do mercado uma restrição de liquidez que possa gerar algum tipo de problema um pouco mais amplo. Hoje, se você conversar, por exemplo, com a Febraban , ela vai te passar um cenário menos preocupado com pessoa jurídica do que com pessoa física, que é o que nós estamos endereçando com o Desenrola. Isso não quer dizer que nós não estejamos acompanhando também a situação de pessoa jurídica e pensando em programas e políticas adequadas para ter certeza de que, do ponto de vista financeiro, vai se ter uma saúde. O programa Desenrola está saindo na frente justamente porque não só o governo, mas a Febraban sinaliza hoje que a maior preocupação é com pessoa física e não com pessoa jurídica. Mas se você analisar, por exemplo, durante a covid, a gente teve o Pronampe, que foi desenhado justamente para oferecer garantias e garantir que empresas teriam acesso a crédito.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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