Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 8 de março de 2023
Com as novas decisões foi concluída a análise de todos os pedidos de liberdade provisória feito por mulheres presas em decorrência dos ataques
Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), libertou mais 149 mulheres presas por causa dos atos golpistas de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.
Com as novas decisões, proferidas ao longo da semana, foi concluída a análise de todos os pedidos de liberdade provisória feito por mulheres presas em decorrência do 8 de janeiro. As decisões foram divulgadas pelo Supremo nesta quarta-feira (8), em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.
Segundo dados do Supremo, foram libertadas até o momento 407 mulheres, enquanto 82 permanecem presas. No caso das que foram soltas, Moraes aplicou o entendimento de que elas tiveram condutas menos graves e não representam ameaça ao curso da investigação, podendo responder a denúncia em liberdade.
Pedidos negados
Foram negados 61 pedidos de liberdade provisória por mulheres denunciadas por esses crimes mais graves, uma vez que a manutenção da prisão preventiva demonstra ser necessária para a garantia da ordem pública e instrução processual penal.
As mulheres terão que cumprir medidas cautelares, como recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana, além de serem monitoradas por tornozeleira eletrônica.
Parecer favorável
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável às libertações. As mulheres soltas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por incitação ao crime e associação criminosa.
Foram soltas também quatro mulheres suspeitas de condutas mais graves, e que foram denunciadas por crimes como associação criminosa armada, abolição violenta de Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração do patrimônio público.
Nesses casos, situações particulares levaram à concessão da liberdade provisória, como a existência de problemas crônicos de saúde, como o câncer, ou precisarem cuidar de criança com necessidade especial.
Pelas decisões, todas as mulheres libertadas devem se apresentar em 24 horas na comarca de sua residência, tendo que se reapresentar semanalmente. Além disso, todas terão o passaporte cancelado e suspensa qualquer autorização para o porte de arma.
Elas também ficam proibidas de sair de casa à noite, de usar as redes sociais e de entrar em contato com outros investigados.
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Se os que patrocinaram, armaram e praticaram o circo com os atos do dia 08/01/2023 estão soltos por que patriotas que apenas se manifestaram contra o atual regime tem que estarem presos sem julgamento e comprovação?
Enquanto isto os que deveriam estar na prisão estão na presidência da república, invadindo fazendas, desviando dinheiro, etc.
Fico pensando: o molusco não quer a CPMI dos “atos golpistas” aplicados por “terroristas”. E está impondo sigilo sobre os vídeos. Porquê? Os culpados devem ser punidos. Ou os ditos “golpistas” são pau mandado? Pois é!!! E tem dementes que apoiam e defendem essa corja de marginais que tomou o poder na mão grande.
Chega dar pena de ver gente da classe média, envolvidos em golpezinhos induzidos por marginais golpistas que usam o nome de CRISTO para praticarem crimes dessa natureza. Mas fazer o que? Cada um decide seus próprio caminho e paga por isso. Que Os terroristas de agora, sirvam de exemplo para os pretensos futuros mal intencionados. Brasil acima de tudo e LEI ACIMA DE TODOS…