Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Juros altos tiram a competitividade da poupança e brasileiros sacam dinheiro para pagar dívidas

Compartilhe esta notícia:

A perda de competitividade perante outras aplicações explica parte dos saques

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A evasão de recursos da poupança aconteceu em um momento de juros e endividamento altos no País. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Os saques líquidos da poupança vêm registrando recordes no Brasil. O mais recente deles ocorreu em fevereiro, quando as saídas de recursos da caderneta totalizaram R$ 11,5 bilhões, o maior valor para o mês da série histórica do Banco Central, iniciada em 1995.

As retiradas também foram recordes em 2022, quando os resgates somaram R$ 103,2 bilhões. Segundo especialistas, a taxa de juros elevada, o endividamento da população e a sazonalidade explicam o volume resgatado.

“Hoje, a poupança não remunera bem. Nesse contexto, vemos títulos públicos, fundos e outros que rendem mais próximos da Selic. O amadurecimento de parte do público tem feito com que as pessoas não queiram deixar o dinheiro nessa se existe uma alternativa melhor”, disse a economista do Insper Juliana Inhasz.

O rendimento da poupança está atrelado à taxa de juros e funciona da seguinte forma: se a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da modalidade será de 0,5% ao mês, mais a variação da TR (taxa de referência). Se a taxa estiver igual a ou abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será equivalente a 70% da Selic mais a variação da TR.

Atualmente, a taxa básica de juros está em 13,75% ao ano, maior nível desde 2016. No início de 2022, a Selic era de 9,15% ao ano.

A perda de competitividade perante outras aplicações, segundo especialistas, pode explicar parte dos saques. Outra explicação está na inadimplência. Os dados mostram que o número de brasileiros endividados cresceu e muitos utilizam o dinheiro poupado para colocar contas em dia.

Dados da Serasa Experian apontam que, em cinco anos, o número de brasileiros inadimplentes passou de 59,3 milhões, em janeiro de 2018, para 70,1 milhões, em janeiro de 2023, um recorde na série histórica.

O valor das dívidas também cresceu. Em média, cada inadimplente deve R$ 4.612,30. Em janeiro de 2018, o valor era de R$ 3.926,40. Houve um crescimento de 19% no período.

Também há uma questão de sazonalidade. No início do ano, segundo os economistas, muitos brasileiros recorrem ao dinheiro poupado para auxiliar no pagamento de impostos e reajustes escolares.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

2 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Ck Ps
27 de março de 2023 10:55

Deixem campos neto afundar esse país com juros q n deixarão esse governo fazer nennhuma política. N se deram conta q nenhum investidor vai colocar dinheiro na economia real deste jeito? como reindustrializar esse pais com essa porcaria de independência do banco central? Quem tem dinheiro vai querer sempre ir para o mercado de papéis.

Vanderlei Ochoa
27 de março de 2023 11:56

Fake news. Quando os juros estavam baixos no governo do bolso-terrorista -golpista, a poupança rendia menos que a inflação…Os rendimentos da poupança não se baseiam em taxas de juros. De uns anos para cá, não rende nem inflação.

Panorama Político
Justiça Federal condena quatro homens por preconceito racial contra indígenas no Rio Grande do Sul
Pode te interessar
2
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x