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Agro Preços da soja têm queda forte no Brasil

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Com alta de 0,1% em relação a igual período em 2022, desempenho foi puxado pela soja e fumo. (Foto: EBC)

Os prêmios negativos para a soja forçaram os preços para baixo no Brasil. A retração da Bolsa de Chicago na última quinta-feira contribuiu com o movimento generalizado. Foram observados apenas negócios pontuais.

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais baixos. As fracas exportações semanais americanas e a previsão de clima favorável ao plantio no Meio Oeste dos Estados Unidos pressionaram as cotações, com os investidores se posicionando frente ao feriado e ao relatório de abril do Departamento de Agricultura daquele país (USDA).

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2022/23, com início em 1º de setembro, ficaram em 155.300 toneladas na semana encerrada em 30 de março. Para a temporada 2023/24, as vendas ficaram negativas em 48,3 mil toneladas. Analistas esperavam exportações entre 200 mil e 800 mil toneladas.

Os Estados Unidos exportaram 5,375 milhões de toneladas de soja em fevereiro. Segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, em janeiro, foram 8,559 milhões de toneladas. Em fevereiro de 2022, o país embarcou 6,393 milhões de toneladas.

Em fevereiro de 2023, as exportações estadunidenses de óleo de soja somaram 11,856 mil toneladas, contra 7,001 mil em janeiro e 129,018 mil no mesmo mês do ano passado. Para o farelo de soja, foram 717,432 mil toneladas em fevereiro, contra 1,033 milhão de toneladas um mês antes e 949,509 mil toneladas em fevereiro de 2022.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 18,50 centavos ou 1,22% a US$ 14,92 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 14,62 1/2 por bushel, com perda de 15,25 centavos de dólar ou 1,03%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 3,70 ou 0,82% a US$ 454,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 54,53 centavos de dólar, com perda de 0,69 centavo ou 1,24%.

Cotação

Os produtores estão focados na colheita, que avança em bom ritmo no País. Os preços internos ficaram de estáveis a mais baixos, em patamares pouco atrativos aos vendedores.

Passo Fundo (RS): caiu de R$ 149,00 para R$ 145,00

Região das Missões: baixou de R$ 148,00 para R$ 143,00

Porto de Rio Grande: recuou de R$ 158,50 para R$ 154,00

Cascavel (PR): diminuiu de R$ 143,00 para R$ 138,00

Porto de Paranaguá (PR): desvalorizou de R$ 155,00 para R$ 150,00

Rondonópolis (MT): depreciou de R$ 137,50 para R$ 135,00

Dourados (MS): retraiu de R$ 142,00 para R$ 139,50

Rio Verde (GO): decresceu de R$ 134,00 para R$ 133,00

Câmbio

O dólar comercial encerrou a semana em alta de 0,19%, sendo negociado a R$ 5,059 para venda e a R$ 5,057 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,040 e a máxima de R$ 5,082. Na semana, a desvalorização foi de 0,20%.

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