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Economia Ministério da Fazenda anuncia pacote para baixar juros e estimular crédito

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Entre as medidas, está a que mudará o valor mínimo da renda do cidadão que não pode ser comprometida com dívidas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Governo propôs o fim do programa na Medida Provisória (MP) 1.202. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério da Fazenda anuncia nesta quinta-feira (20) um conjunto com 13 medidas que pretendem estimular o mercado de crédito e impulsionar as Parcerias Público-Privadas (PPPs) em estados e municípios.

O pacote inclui três medidas relacionadas a projetos de lei já em tramitação no Congresso Nacional, seis medidas que serão viabilizadas com novos projetos de lei a serem enviados ao Congresso e quatro medidas que dependem de alterações de decretos ou portarias.

Entre as medidas, está a que mudará o valor do chamado “mínimo existencial”– ou seja, a fatia mínima da renda do cidadão que não pode ser comprometida com dívidas. Pelo decreto atual, a quantia é de R$ 303, mas o governo quer subir o valor para R$ 600.

Confira, abaixo, as 13 ações propostas:

1. Aval da União às PPPs de estados e municípios

O governo vai permitir que as operações de crédito que vão viabilizar Parcerias Público-Privadas (PPPs) nos estados e municípios sejam feitas tendo a garantia da União.

A ação será feita diretamente pelo Tesouro Nacional, sem precisar do aval do Congresso. Bancos públicos e privados e instituições financeiras multilaterais já sinalizaram interesse em disponibilizar linhas neste formato.

2. Debêntures incentivadas

A equipe econômica pretende alterar um decreto de 2016 para ampliar as possibilidades de emissão de debêntures incentivadas, que são títulos emitidos por empresas e negociados no mercado de capitais que contam com uma tributação reduzida de Imposto de Renda.

O objetivo é incentivar o financiamento privado de projetos de infraestrutura voltados às áreas social e ambiental.

4. Garantia com recursos previdenciários

A ideia é apresentar um projeto de lei que possibilite o uso de recursos de planos de previdência complementar aberta, seguros de pessoas, Fundo de Aposentadoria Programada Individual (FAPI) e títulos de capitalização como garantia em empréstimos bancários.

O objetivo, segundo a equipe econômica, é possibilitar que os clientes das instituições financeiras tenham acesso a crédito mais barato.

5. Simplificação e desburocratização do crédito

O governo vai enviar ao Congresso um projeto de lei para simplificar a emissão de debêntures – títulos de crédito emitidos por empresas e negociados no mercado de capitais – em geral. Dentre as medidas, está a flexibilização do quórum para assembleias de debenturistas, que são os investidores que detêm esses títulos.

6. Acesso a dados fiscais

A Receita Federal vai editar uma portaria para simplificar o compartilhamento de dados fiscais, por parte de pessoas e empresas, com instituições financeiras. O proprietário de um pequeno comércio, por exemplo, poderá autorizar o compartilhamento de seus dados financeiros com credores de forma simplificada e, dessa maneira, conseguir uma taxa de juros menor.

7. Autorização de bancos e moeda digital

O governo vai enviar ao Congresso um projeto de lei complementar que deve flexibilizar o processo de autorização para o funcionamento de novas instituições financeiras no país. Essa permissão é dada pelo Banco Central.

Na avaliação do governo, as regras atuais dificultam a entrada de concorrentes menores, além do prazo longo de espera para uma instituição obter a autorização do BC.

8. Regime de Resolução Bancária

O governo vai apoiar o projeto de lei complementar em tramitação na Câmara que simplifica e aprimora o chamado “regime de resolução bancária”. O projeto é o PLP 281/2019.

A equipe econômica avalia que a legislação atual que trata sobre liquidações (fechamento) e intervenções em instituições do sistema bancário está desatualizada.

9. Superendividamento

O governo vai alterar o atual decreto 1.150/2022, que trata do “mínimo existencial”, regulamentando a Lei do Superendividamento. O mínimo existencial é a quantia mínima da renda que uma pessoa precisa para pagar suas despesas básicas. Esse valor não pode ser comprometida com dívidas.

10. Proteção a investidores no mercado de capitais

O governo vai apresentar um projeto de lei para melhorar os mecanismos de proteção aos investidores minoritários e também para aprimorar as regras contra eventuais prejuízos causados por acionistas controladores (que detêm o controle de uma empresa).

11. Infraestruturas do mercado financeiro

O governo vai propor um projeto de lei para aprimorar a legislação sobre as chamadas “infraestruturas do mercado financeiro” (IMF), ou seja, sobre os processos de liquidação, compensação, garantias, registro e depósitos de ativos financeiros e valores mobiliários.

12. Ampliação das cooperativas de seguros

O governo vai propor um projeto de lei complementar para possibilitar que cooperativas de seguros possam ampliar seu leque de atuação. Atualmente, esses grupos trabalham somente com seguro rural, de saúde e de acidentes de trabalho.

13. Marco legal do seguro privado

O governo vai apoiar o projeto de lei da Câmara em tramitação no Senado (PLC 29/2017) que aperfeiçoa as regras do mercado de seguro privado no país.

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Lauro Junges
21 de abril de 2023 12:08

Como este governo não está trabalhando, o setor financeiro brasileiro é dos mais bem estruturado e combate as fraudes, aí vem estas novas regras para desestabilizar tudo e permitir falcatruas, as cooperativas serão o porto seguro para os bandidos fazerem suas fortunas, teremos muitas bancoop etc.

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