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Política Após demissão de ministro, governo decide apoiar CPI dos atos extremistas

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Segundo o ministro Alexandre Padilha, a instalação da CPI será uma "pá de cal" na tentativa da oposição de criar o que ele chama de "teoria terraplanista"

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A expectativa é que uma definição sobre o substituto de Padilha só aconteça no começo de março. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta quinta-feira (20) que o governo vai apoiar a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os atos extremistas de 8 de janeiro, proposta por parlamentares da oposição.

A declaração do responsável pela articulação política do governo ocorre um dia após a demissão do general Gonçalves Dias do cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Dias foi demitido depois da divulgação, pela CNN, de imagens que mostram o general e servidores do GSI caminhando entre manifestantes extremistas nos andares mais altos do Palácio do Planalto, no momento da invasão em 8 de janeiro.

Após a demissão, o ex-ministro disse que estava no Palácio do Planalto para retirar invasores e proteger o andar em que fica o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O vazamento editado dessas imagens cria uma nova situação política e, por conta disso, orientamos e o líder na Câmara, o líder no Senado e o líder no Congresso, no diálogo com os líderes dos partidos que compõem a base tanto na Câmara do Senado, a afirmar claramente, desde ontem, que caso a sessão do Congresso na próxima semana tenha a leitura da instalação de uma CPMI, nós apoiaremos a instalação”, afirmou Alexandre Padilha a jornalistas nesta quinta.

Enfrentar debate

“Vamos orientar os líderes dos partidos da base a indicar membros para essa CPI. Vamos enfrentar este debate político que está tentando ser criado por aqueles que passaram pano para os atentados e terroristas do dia 8 de Janeiro”, acrescentou o ministro.

Segundo Padilha, a instalação da CPI será uma “pá de cal” na tentativa de parlamentares da oposição de criar o que ele chama de “teoria terraplanista” de que integrantes do governo Lula estariam envolvidos nos atos.

“Vamos fazer o enfrentamento político no Congresso Nacional e, na minha opinião, enfrentamento político será a pá de cal nessa tentativa de criar uma teoria conspiratória que é um verdadeiro terraplanismo”, afirmou Padilha a jornalistas.

Segundo o ministro das Relações Institucionais, o governo quer uma “apuração detalhada” das imagens divulgadas pela CNN. “Por que se borra uns e não se borra outros? Se omitiram imagens, o governo quer saber. Apuração completa, envolvendo todos os agentes ali”, declarou.

Mudança de posição

Até a demissão de Gonçalves Dias, integrantes do governo se posicionavam contra a instalação da CPI mista sobre os atos extremistas. Parlamentares governistas, inclusive, tentavam convencer deputados e senadores a retirarem assinaturas do pedido de criação da comissão, a fim de inviabilizar o colegiado.

O próprio presidente Lula deu declarações contrárias à instalação de uma CPI sobre o 8 de janeiro. Lula dizia que o Executivo tinha os instrumentos necessários para apurar os crimes, sem necessidade de uma participação do Legislativo nas investigações.

Nesta quarta-feira (19), horas depois da saída de Gonçalves Dias do GSI, os líderes do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e na Câmara, José Guimarães (PT-CE), defenderam a instalação da CPI.

Criação da CPI mista

O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já prometeu que irá ler o requerimento de instalação da CPMI na sessão do Congresso da próxima quarta-feira (26), se houver apoio suficiente – são necessárias 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.

Até agora, segundo o líder da Oposição na Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ), há 194 assinaturas de deputados e 37 de senadores.

Medidas provisórias e arcabouço fiscal

Alexandre Padilha disse ainda que a instalação da CPMI não deve atrapalhar os planos do governo no Congresso para a aprovação de medidas provisórias e do novo arcabouço fiscal, que deve ser votado com rapidez.
“Tanto o presidente da Câmara quanto o do Senado já sinalizaram isso publicamente”, afirmou.

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Lauro Junges
21 de abril de 2023 12:14

O governo não sabia deste fato do ministro ter facilitado a entrada dos bolsonaristas, bolsonaristas não, terroristas do pt a mando da chefia maior para denegrir a imagem das pessoas de bem, mas o mal feito foi descoberto agora o desgoverno muda de lado para ver se pode se safar.
Vão tentar comprar mais alguns traidores, mas estes que se cuidem, ois temos o exemplo da hasselman, sumiu ninguém mais fala nela, um outro declarou auto falência e por aí vai.

Jairo Vivian
22 de abril de 2023 14:30

kkkkkk Governo quer CPMI kkkkkkk Ha, até pode ser, já tiveram bastante tempo pra bolar estratégias.

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