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Política Justiça decreta aposentadoria compulsória de juíza que se recusou a voltar ao trabalho

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A magistrada recebia remuneração de aproximadamente R$ 33,9 mil mensais

Foto: Reprodução
A magistrada recebia remuneração de aproximadamente R$ 33,9 mil mensais. (Foto: Reprodução)

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu aposentar compulsoriamente a juíza Ludmila Lins Grilo, titular da Vara Criminal e da Infância e da Juventude da comarca de Unaí, na Região Noroeste do estado. A magistrada recebia remuneração de aproximadamente R$ 33,9 mil mensais.

Ludmila Lins Grilo viralizou ao postar vídeo nas redes sociais em janeiro de 2021 “ensinando” as pessoas a andar sem máscara em shoppings.

Andar sem máscara contrariava as recomendações sanitárias da época no que tange a prevenção contra a disseminação do novo coronavírus. O uso de máscara era obrigatório no estado de Minas Gerais (MG). Em outra publicação, Ludmila usou a hashtag “Aglomera Brasil”.

A decisão foi publicada na quinta-feira (25) no Diário Oficial de Justiça. Ato assinado pelo presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, decretou “aposentadoria compulsória, por interesse público, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição”.

Em setembro de 2022, foi aberta uma reclamação disciplinar para apurar supostos incentivos a aglomerações e críticas ao isolamento social durante a pandemia de Covid-19 e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme o corregedor Luis Felipe Salomão, condutas adotadas pela magistrada não eram compatíveis com o cargo e ela teria violado deveres funcionais inerentes à magistratura.

O documento do CNJ mostra também que ela publicou uma reportagem com críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do STF.

Ainda no mês de setembro, a corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu investigar a conduta da magistrada por participação em evento com conotação política e divulgação do canal do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos na internet, durante o período eleitoral.

Por decisão unânime do CNJ, ela estava afastada das funções desde fevereiro deste ano e o Conselho optou por abrir duas investigações e afastar Ludmila Lins Grilo.

Em um dos casos, por a juíza se recusar a voltar ao trabalho presencial. Em outro, por postagens em redes sociais com ataques ao Judiciário.

Durante conversa informal que consta em relatórios de diligência, ela admitiu que não tinha autorização para teletrabalho. Grilo justificou suas ausências dizendo que preferiu ficar em casa por questão de segurança.

Segundo o TJMG, a decisão do Órgão Especial é resultado de um processo administrativo disciplinar. Os proventos proporcionais ao tempo de contribuição da juíza ainda serão “objeto de cálculo”.

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9 Comentários
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Eloa Guterres
27 de maio de 2023 00:02

Nao é possível nos termos que pagar esses pilantras com aposentadorias vitalícia. Isso tem que acabar e rles respider pelos crimes e nao ser agraciados com nosso dinheiro. É o absurdo dos absurdos!

Dea Einsfeld
27 de maio de 2023 13:54

BELSONARO JAMAIS SERÁ ESQUECIDO. ELE AINDA VOLTARÁ.JA ESQUECEU QUE ELE TEVE A VOTAÇAO QUASE EMPATADA COM O LULA. 230 MILHÕES DE BRSSILEIROS FICOU DIVIDIDA E A METADE QUE VOTOU EM BOLSONARO NÃO IRÁ NUNCA DESISTIR DE EX PRESIDENTE. SÓ RACIOCINE UM POUCO. USE SUA cabeça de 🦐🦐🦐

Nicolas Marconi
27 de maio de 2023 05:00

Pior é aguentar falar de Bolsonaro ainda.

Nicolas Marconi
27 de maio de 2023 05:01

A dica é mudar de país…
Pois o Brasil só dá certo para esse tipinho de vadia de toga

Adroaldo Mousquer
27 de maio de 2023 12:01

Já imaginaram uma pessoa COMUM fazer isso? É rua direto por justa causa. É uma casta privilegiada e acima da lei. Fazem o que querem pois são Deus. Vão se queixar do que? É uma festa.

Glaucio Dos Santos Brum
27 de maio de 2023 12:19

Essas coisas que devem ser imediatamente mudadas, são exatamente as que não recebem atenção alguma do nosso governo. Para se aposentar com um salário mínimo, um trabalhador deve percorrer um longo caminho por longos anos, enquanto que, no judiciário, basta cometer um delito para se aposentar com um megassalário. Isso nem é piada, é um tapa por dia na cara do contribuinte.

Da Rosa Jose
28 de maio de 2023 12:04

Bom dia. Acho que não entendeu ela tinha um salário de R$ 33.900,00 , quê sera calculado pela aposentaria compulsoria pelo tempo de serviços no judiciário .

Davi Kerber
27 de maio de 2023 22:27

Eu achei perfeito…uma punição severa e exemplar…foi obrigada a se aposentar ganhando só R$ 33,9 mil mensais…nenhum centavo a mais…fica a lição quem não se comportar será punido severamente…bem, agora me dão licença, meu enfermeiro chegou e vou tomar meu remedinho…

João Fernando Zacher
28 de maio de 2023 00:07

Nossa justiça cada vez mais vergonhosa. Contas que o povo é obrigado a pagar porque uma desqualificada não quer trabalhar ou talvez, nem saiba… então, serviço que se dane… vou dormir até tarde hoje… kkkkk
Agora. vaí para casa com um belo salário como punição.
Por isso o povo se revolta e odeia cada vez mais nossa política e nosso judiciário. Temos motivo de sobra para nos revoltar.
Espesinham nossos suor e trabalho e brincam com nossos impostos.

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