Sexta-feira, 02 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de novembro de 2015
Preso nesta quarta-feira (25) por tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato, o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, teria participado de um plano de fuga para tirar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró do País e, assim, evitar sua delação. Segundo relato do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki , Esteves teria se proposto a bancar os 4 milhões de reais da operação.
O valor serviria também para excluir o banqueiro das denúncias de Cerveró, ainda de acordo com relatos de Teori. O senador Delcídio Amaral (PT-MS) também foi preso por participar do esquema. O pagamento seria feito por meio de contratos simulados entre um dos advogados de Cerveró, Edson Ribeiro, com o banco BTG, do qual Esteves é o principal sócio. Ribeiro, por sua vez, repassaria o dinheiro para a família de Cerveró, ainda de acordo com o relato de Teori a ministros do Supremo.
Nos depoimentos que prestou na fase de negociação de sua delação premiada, Cerveró disse que Esteves foi beneficiado em negócios com uma rede de postos da BR Distribuidora. Teori afirmou que Esteves tinha cópias sigilosas dos depoimentos que Cerveró prestou aos procuradores para fazer o seu acordo de delação.
O ministro imputou também ao senador o crime de integrar organização criminosa. Cerveró tem dupla nacionalidade: é espanhol e brasileiro. Ele negociava a sua delação há três meses, sem sucesso. (Folhapress)