Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul A Alckmin e Lira, indústria do Sul defende Reforma Tributária e neoindustrialização

Compartilhe esta notícia:

Comitiva integrada por FIERGS, FIESC e FIEP reuniu-se, em Brasília, com o presidente da República em exercício e o com o presidente da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira

Foto: Gustavo Moreno
Comitiva integrada por FIERGS, FIESC e FIEP reuniu-se, em Brasília, com o presidente da República em exercício e o com o presidente da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira. (Foto: Gustavo Moreno)

Lideranças industriais da Região Sul reuniram-se com o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e defenderam a realização da Reforma Tributária e a neoindustrialização do País, além de debaterem temas como gasto público, custo logístico e política industrial.

Os encontros foram realizados nesta quarta-feira (21), em Brasília, e contaram com a participação dos presidentes das Federações das Indústrias dos Estados do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry; Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar; e Paraná (FIEP), Carlos Valter Martins Pedro.

“A reunião foi muito satisfatória, o presidente em exercício Alckmin é muito bem preparado, ouve tudo com muita atenção. Manifestamos uma certa preocupação com um pouco de paralisação da atividade econômica à espera de para onde vão andar os programas do governo”, disse Petry, que anunciou que o vice-presidente Alckmin, que também ocupa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, virá ao Rio Grande do Sul.

No encontro com Alckmin, as federações industriais destacaram a importância e urgência da Reforma Tributária, além da relevância da indústria para o crescimento e o desenvolvimento do Brasil. A comitiva mostrou que a Região Sul tem grande potencial e registra o segundo maior PIB regional do País (R$ 1,3 trilhão).

O setor industrial responde por 25,3% do total do PIB da região, registra a segunda maior arrecadação federal regional (R$ 311,1 bihões), a menor taxa de desemprego regional (5%) e a segunda maior movimentação portuária do país.

“As diretrizes da Reforma Tributária apresentadas ao Congresso Nacional vão ao encontro do que defendemos: a simplificação do sistema tributário e alinhamento do Brasil ao que tem sido praticado internacionalmente. Atualmente, o Brasil conta com um dos mais caros e complexos sistemas tributários do mundo, dispondo da segunda maior carga tributária entre os países da América Latina. A alta cumulatividade que envolve o sistema tributário brasileiro penaliza o setor industrial”, ressaltou Petry.

“Conversamos muito sobre a Reforma Tributária, trouxemos as nossas preocupações e sugestões de melhorias. Certamente que o setor produtivo quer uma Reforma Tributária urgente, mas que não venha com elevação de carga tributária. Esse é o grande tema que defendemos. Precisamos da reforma porque ela dará competitividade para o Brasil, mas não poderá, em hipótese alguma, ter aumento de carga”, afirmou o presidente da FIESC.

“Alckmin demonstrou confiança na aprovação da Reforma Tributária, que é uma esperança da indústria como um todo. Fizemos um ato de apoio da região sul do Brasil ao projeto e o ministro colocou uma confiança de que o caminho está sendo trilhado”, concluiu.

Alckmin ouviu as demandas e disse estar otimista que a reforma vai ser aprovada pela Câmara dos Deputados em julho ou, no máximo, em agosto, e defendeu o modelo do IVA. “Temos que melhorar a competitividade do país. A carga tributária do Brasil é muito alta. Precisamos salvar a indústria e fazer ela crescer”, declarou.

Presidente da Câmara

No encontro com Artur Lira, além de defender a Reforma Tributária, os empresários ressaltaram ainda a necessidade da harmonia e independência entre os poderes e a importância da livre iniciativa. “O Parlamento tem que ser fortalecido, no momento que aprova uma lei, daqui a pouco é modificada pela decisão de um juiz, isso não pode”, afirmou o presidente da FIERGS.

Pelo Rio Grande do Sul, além de Gilberto Porcello Petry, participaram Mauro Bellini (Marcopolo), Daniel Randon (Grupo Randon), Mauricio Harger (CMPC), José Agnelo Seger (Grupo Herval e iPlace), Erasmo Battistela (setor de biocombustíveis), Claudio Bier (Masal), além do ex-ministro Francisco Turra.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Fiergs afirma que cenário para início do ciclo de cortes na taxa de juros está cada vez mais consolidado
Grêmio e América-MG se enfrentam nesta quinta pelo Brasileirão
Pode te interessar