Domingo, 21 de junho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política “Bolsonarismo já levou dois golpes neste ano” diz cientista político

Compartilhe esta notícia:

De acordo com a família, ele passava alguns dias na casa de amigas na cidade. (Foto: Reprodução)

Para o cientista político José Álvaro Moisés, professor sênior do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP), a condenação de Jair Bolsonaro (PL) na Justiça Eleitoral é um “indicativo”, apesar das fragilidades, de que a “democracia está funcionando”.

Moisés conta ter se surpreendido, ao longo do processo nas últimas semanas, com a falta de manifestação ou atos de políticos bolsonaristas em apoio ao ex-presidente. O bolsonarismo, afirmou ao Valor, terá um dilema a enfrentar com a decisão.

A seguir os principais pontos da entrevista:

1) O senhor se surpreendeu ou era o que se esperava do TSE?

Era o que se esperava. Imaginava que um dos apoiadores de Bolsonaro [no TSE] pediria vista para prolongar o processo. Não aconteceu talvez porque eles perceberam que seria frágil prolongar mais. E a fundamentação do voto do relator foi precisa e cuidadosa.

2) Bolsonaro reagiu com virulência, dizendo-se perseguido político. A vitimização continuará a ser parte do discurso dele?

Vai depender. Uma coisa surpreendente é que não houve muito apoio a Bolsonaro. Houve algo nas redes sociais, mas muito limitado. Não houve manifestação. Mesmo no TSE, não havia nenhum político lá em apoio a ele. Bolsonaro e uma parte de seus aliados já tinham incorporado a condenação.

3) Muitos aliados tentaram se descolar, como fez o senador Ciro Nogueira (PP-PI) ao depor no processo do TSE.

Durante os anos de Bolsonaro tivemos muito abuso de poder. Nesse caso [a reunião com embaixador para atacar o sistema eleitoral], houve resposta do Judiciário. Quando há abuso por parte do presidente, e quando há previsto uma medida judiciária que contenha isso, como aconteceu, é um indicativo de que, apesar de tudo, a democracia está funcionando.

4) Já se pode falar, com a decisão, no surgimento de um novo tipo de bolsonarismo?

5) É cedo. Ele teve uma votação expressiva em 2022 e ainda tem uma liderança importante. Mas o bolsonarismo tomou dois grandes golpes neste ano. Primeiro, a reação contundente da sociedade e da política ao 8 de janeiro. Aquilo que era um projeto bolsonarista que foi contido. Agora tivemos um segundo. Diante do abuso de poder do líder, houve contenção. O bolsonarismo vai ter que se debater com isso. Os líderes que estão sendo sugeridos como substitutos não têm o perfil dele, são mais moderados, caso do governador de São Paulo [Tarcísio de Freitas]. O dilema do bolsonarismo vai ser como permanecer com aquele conteúdo da extrema direita e ao mesmo tempo dialogar com setores que não aceitam a radicalização.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Miltch Mitch
4 de julho de 2023 23:07

Primeiro; Quem é o ilustre desconhecido?
Parei de ler na frase

“”Uma coisa surpreendente é que não houve muito apoio a Bolsonaro””

Lógico que não houve apoio. Os apoiadores normalmente são presos ou tem suas redes cassadas ou podem aparecer boiando no mar.

Cientista político!!
Meu senhor, diploma não encurta orelha.

Projeto de anistia para Bolsonaro é assinado por 12 deputados de partidos da base de Lula
Norma Theresa Haddad, mãe do ministro da Fazenda, morre aos 85 anos
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x